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Grêmio ameaça não entrar em campo se Flamengo tiver torcida no Maracanã

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Ana Lanches

A liberação de parte de público no Maracanã para a partida entre Flamengo e Grêmio, dia 15 de setembro, pelas quartas de final da Copa do Brasil, incomodou os dirigentes tricolores, que ameaçam não entrar em campo.

Como a Arena do Grêmio estava fechada para os torcedores no jogo de ida (goleada do Fla por 4 a 0), os gaúchos apontam falta de equilíbrio esportivo para defenderem sua tese. Caso o plano seja cumprido, os donos da casa serão declarados vencedores pelo placar de 3 a 0.

Em entrevista a Rádio Guaíba, Nestor Hein, diretor jurídico do Tricolor, confirmou: “O Grêmio teve um jogo com o Flamengo sem torcida. Por sistema de equidade e pelo regramento da CBF, o segundo também tem que ser assim. Se o Flamengo insistir, nós não jogaremos. Se tiver torcida, o Grêmio não entra em campo”

A Prefeitura do Rio de Janeiro, em parecer divulgado ontem (8), liberou a presença de torcida no para três jogos do Rubro-negro: os duelos com o Grêmio, pela Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, e Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores. A capacidade será aumentada gradativamente e a retirada dos ingressos dependerá da apresentação de comprovação da vacina contra covid-19 e teste realizado em até 48 horas antes.

O primeiro jogo contra o Tricolor gaúcho, no próximo dia 15, na Copa do Brasil, poderá receber 24.783 torcedores, cerca de 35% da capacidade total do Maracanã. No segundo duelo com o Grêmio, dia 19, a capacidade aumentará para 40%, enquanto a partida com os equatorianos poderá receber 35.035, aproximadamente 50% do que comporta o estádio.

No documento favorável à presença de público no Maracanã, a Prefeitura ressalta que está “condicionado à rigorosa observância ao protocolo” apresentado pelo Rubro-Negro, e, dentre os ajustes pedidos, há a indicação de que “todo público presente no estádio do Maracanã, nos dias 15,19 e 22 de setembro, será monitorado pela SMS através do número do CPF pelo prazo de 15 dias”.

O Fla divulgou, na manhã de hoje (8), uma nota oficial apontando que não participará da reunião convocada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para debater o retorno do público aos estádios nas partidas das competições nacionais. No documento, o Rubro-Negro sustenta que “não cabe à CBF ou aos clubes deliberar acerca da existência ou não de público nos estádios, por não se tratar de matéria de sua competência desportiva”.

*Leouve

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