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Reflexões na BR de uma professora pensante

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Foto: Arquivo Pessoal
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E quanto vale uma vida?

E quanto tempo para perder uma vida?

Acompanhando inúmeros episódios nas estradas, de motoristas que não podem se quer perder um minuto do seu tempo, ultrapassando em lugares proibidos, ultrapassagens extremamente perigosas, invadindo pistas contrárias, retorno em lugares proibidos, tirando a liberdade de pedestres e animais, tudo para não perder o tempo.

Ah o TEMPO…

O tempo que não podemos perder, o tempo que precisamos ganhar…

O tempo é tão curto, passa tão rapidamente, eu preciso vencer essa ultrapassagem, eu não posso perder a oportunidade de deixar essa caminhão para trás.

Eu preciso, Eu preciso, Eu preciso…

O ser humano não se dá conta que o que precisa é preservar vidas, a sua vida, a vida de quem vem ao seu lado ou até mesmo na direção contraria. São tantas barbaridades que eu presencio na BR diariamente que se colocar no papel com certeza da bem mais que uma folha.

A pressa, O tempo e o Fim…

O fim da pista dupla;

O fim do permitindo ultrapassar ;

E muitas vezes o fim da vida.

O fim de uma família, o fim de uma linda história que é interrompida pelo tempo, pela pressa de não saber esperar, por não sair 5 minutos mais cedo ou por não poder chegar 5 minutos depois, e assim vidas são interrompidas pelo tempo.

Sim existe o má condutor, os asfaltos intrafegáveis, as rodovias com péssimas sinalizações, mas me pego refletindo em um lindo dia de sol, que tudo é causado  pelo TEMPO…

E ai fica a pergunta:

Quanto vale uma vida ?

Eis a pergunta que não quer calar…

Autora: Professora Pensante na BR

Daiane Munhoz mora em Espumoso, e é professora nas redes municipais de Espumoso e Ernestina.

Ela conta que gosta muito “de escrever e seguidamente faço alguns rascunhos de poemas, mini histórias e relatos e reflexões. Como viajo todos o dias para trabalhar, tenho percebido a violência no trânsito , então de uma maneira simples fiz algumas anotações, na verdade reflexões do meu dia a dia.”

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