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Servidor réu por desvio de doações em Roca Sales é chamado de volta ao trabalho

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Na última sexta-feira, a Prefeitura de Roca Sales surpreendeu a comunidade ao anunciar a decisão de reintegrar ao cargo um servidor público que enfrenta acusações de peculato. O homem, atualmente réu por desvio de doações destinadas às vítimas das enchentes ocorridas em setembro deste ano no Rio Grande do Sul, volta ao centro das atenções municipais.

A determinação de retorno, publicada no Diário Oficial do município em 13 de novembro, é parte de um processo administrativo que investiga as condutas do servidor em questão. O peculato, crime que envolve o desvio ou apropriação indevida de bens por um funcionário público em função de seu cargo, é a base das acusações que pesam sobre ele.

Em comunicado oficial, a prefeitura explicou que a medida visa assegurar a prestação de depoimento do servidor à comissão responsável pelo Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Embora afastado e continuando a receber salário, o servidor ainda não foi ouvido pela comissão, alegadamente devido a um atestado médico que o afastou por 180 dias por problemas de saúde.

A gestão municipal justificou a necessidade do retorno temporário do servidor ao destacar a carência do município por um biólogo, função que ele desempenhava. A impossibilidade de contratar um substituto, devido às limitações orçamentárias, tornou a reintegração uma medida emergencial para forçar o depoimento do réu e, assim, concluir o PAD.

O caso ganhou notoriedade após a Polícia Civil afirmar que o servidor desviou doações de ração destinadas às vítimas das enchentes. As investigações apontam que ele teria instruído a entrega dos suprimentos em um terreno de sua propriedade, onde diversos sacos de ração foram apreendidos. O delegado Alex Assmann ressaltou a irregularidade da ação, e após ser preso em flagrante, o servidor foi solto dias depois mediante habeas corpus.

O processo administrativo instaurado pela Prefeitura de Roca Sales contra o servidor, que está afastado desde sua prisão, poderá resultar em sua exoneração, dependendo do desenrolar das investigações e conclusões do PAD. A comunidade aguarda atentamente por desdobramentos dessa situação que envolve questões éticas e legais no âmbito da administração pública municipal.

Fonte: Leouve

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