Em entrevista a Rádio Diário AM 780 o prefeito Milton Schmitz, confirmou que o município de Carazinho manifestou ao governo gaúcho a sinalização de áreas que poderão ser adquiridas dentro da extensão territorial de Carazinho com a finalidade de construção de presídio, e que conforme o prefeito, em primeira analise não devem gerar impactos tais quais a construção do Presídio Feminino de Passo Fundo poderia vir a causar caso efetivada sua construção as margens da BR 285, a poucos metros da divisa entre duas cidades. Na reunião com o governador do Estado em outubro em que as lideranças locais apontaram as inquietações dos carazinhenses quanto a edificação no local pretendido, Eduardo Leite, teria concedido o prazo de 20 dias para que o município de Carazinho apresentasse então uma área para que as resistências que estavam sendo apontadas pudessem cair. O prazo encerrava nesta semana e conforme o prefeito foram mapeadas três possibilidades de áreas.
“Fizemos um manifesto em tempo ao Estado dizendo que temos área disponível para que este presídio não seja construído na divisa de Carazinho, e assim não teríamos gestão nenhuma sobre o que vier acontecer ali, e que o mesmo seja construído em Carazinho de forma que podemos ter alguma gestão da questão ambiental e dos demais tocantes que envolvem o entorno de uma casa prisional, levando também o Presidio Estadual de Carazinho (Pecar), que temos no Bairro Santo Antônio para este mesmo local. Teríamos então um complexo onde no mesmo local ficaria o presídio regional feminino e o nosso presidio estadual em novo endereço” afirma o prefeito.
Conforme Schmitz, havendo a construção em área no território de Carazinho, o poder publico local além de estar ciente dos aspectos ambientais e de vizinhança que envolvem o terreno, se teriam condições de atuação no que tange ao controle de construções habitacionais que venham a ser feitas no entorno da casa prisional. Conforme o prefeito, com a sinalização feita, esperasse agora a vinda a Carazinho dos técnicos do Estado que tratam destas questões para fazer uma avaliação dos terrenos.
“Temos três áreas disponíveis para serem olhadas pelos técnicos do estado. Temos pré propostas dos empresários proprietários para avaliar e definir qual seria a área a ser colocada, com certeza uma área que não gere os impactos ambientais e impactos negativos de vizinhança” cita o prefeito.
O município de Carazinho custearia a compra do terreno, porém como contrapartida espera a retirada do atual presídio do bairro Santo Antônio. “O presídio no Bairro Santo Antônio esta caindo aos pedaços, prova disto que esta lá o albergue que foi incendiado e o muro caído fazem três anos. Com certeza uma nova construção irá gerar mais segurança e maior conforto aos apenados que após o cumprimento de suas penas sejam reinseridos de forma digna na comunidade” referencia o prefeito.
Embora cite que há três áreas que estão para analise, antes de informar quais são estas áreas, que conforme o chefe do executivo já teriam sido olhadas pelos técnicos do Departamento Municipal de Meio Ambiente e da Secretaria Municipal de Planejamento de Carazinho, e que em primeira analise não observaram restrições para a construção, aguardar-se primeiro a avaliação do estado.
“Vamos aguardar esta primeira sinalização da área técnica do Estado, se eles validam ou não, antes de levantar uma hipótese que pode não se concretizar” sinaliza o prefeito.
Segundo Schmitz, a construção do presídio em território carazinhense, visa em especial a segurança ambiental. “É uma alternativa que deve gerar segurança ambiental para as gerações futuras no sentido de não termos nascentes do rio que abastece nossa cidade poluída, além de economia ao estado ao concentrar os serviços em um único local” comenta o prefeito.
*Diario da Manha






