Uma das formas de expressar a alegria em um momento festivo que é o Natal ou o Ano Novo, está na soltura de fogos de artifício, os populares foguetes. A queima deste material produz um estampido que, ao longo dos últimos anos foi alvo de ações para barrar a prática diante do impacto na natureza. Isso porque são comuns casos de cachorros, gatos e outros animais que fogem assustados de casa no momento da queima. Há também a situação de pássaros, que com o estampido voam atordoados e acabam batendo em obstáculos, morrendo em seguida.
Neste contexto há uma lei em vigor que regulamenta o tipo de fogos que pode ser utilizado pela população da cidade e Estado. A lei em âmbito estadual foi aprovada a partir de um projeto da deputada Luciana Genro (PSOL). Inicialmente, a proposta restringia a deflagração da pirotecnia que gerasse qualquer ruído. No entanto, uma emenda do deputado estadual Tenente-Coronel Zucco (PSL) liberou os fogos de artifício com até cem decibéis.
Em entrevista na Uirapuru o proprietário da Moro Caça e Pesca, o empresário Renato Moro, explicou que os fogos não são proibidos. O que acontece é que os produtos vendidos devem produzir no máximo 100 decibéis a 100 metros de distância. As lojas especializadas vendem fogos dentro destas especificações. O empresário explicou ainda que os fogos tiveram um aumento de até 70% nos preços, no comparativo com antes da pandemia. Mesmo assim, por estarmos em um novo momento, ele acredita que as vendas vão superar o ano anterior.
RÁDIO UIRAPURU






