A ausência da chuva em bons volumes, que se arrasta há meses no Estado devido ao La Ninã, faz a estimativa de quebra para a safra de milho aumentar. O milho, sensível ao volume hídrico, precisa, na atual fase, de chuvas praticamente diárias.
O agricultor fez sua parte, trabalhou de forma organizada a lavoura, mas, com chuvas irregulares, as projeções de impacto crescem a cada semana. O assunto foi abordado dentro do programa Cotações e Mercado, no último domingo, o qual se destaca por reunir uma equipe de cerealistas, analitas de mercado e engenheiros agrônomos.
A equipe foi unânime em apontar um cenário de incerteza frente às baixas chuvas. As chuvas irregulares estão em um patamar preocupante. Lavouras que estão distantes 3km, em linha reta uma da outra, apresentam, numa 7 milímetros de chuva e a outra 60 milímetros. Este cenário se repete em diferentes regiões do Estado.
O engenheiro agrônomo Luciano Remor explicou que, enquanto na região de Lagoa Vermelha e Vacaria há excelente produtividade no milho, em Passo Fundo as quebras já estão sendo projetadas na casa dos 60%, representando um aumento de perda frente à ultima projeção. Como reflexo o mercado de milho está parado. Quem tem milho colhido não vende, aguardando o que ocorrerá após o término da safra. Por hora, as projeções são de que, com quebra de 60% somente pagará o custos de produção o agricultor que tiver seguro da lavoura.
Fonte: Uirapuru






