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Ovos devem ficar mais caros ao longo de 2023, avalia Asgav

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Países como Estados Unidos, Portugal e Nova Zelândia enfrentam a falta de um alimento superpopular na mesa e na cozinha dos brasileiros: o ovo. Entre as causas para o desabastecimento no país norte-americano está a gripe aviária, que levou a morte de milhões de aves poedeiras.

Já na Europa, além da doença, a baixa na oferta nas prateleiras dos supermercados está relacionada com os custos dos grãos e da energia elétrica, influenciadas pelo conflito entre Rússia e Ucrânia.

De acordo com o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, não faltará ovos no Rio Grande do Sul. O Brasil é um dos maiores produtores da proteína e no ano passado produziu mais de 50 bilhões de ovos. O presidente revela que a demanda pela exportação do produto no Estado cresceu 38% no ano passado, em função dos problemas enfrentados pelos países do hemisfério norte. No entanto, não há a possibilidade de o mercado nacional ficar desabastecido, pois mesmo com a demanda crescente da exportação, o produto que fica no país é mais que suficiente para atender a população.

Conforme José Eduardo, o que vai acontecer e não tem como ser diferente é impacto no preço dos ovos. A proteína ficará mais cara ao longo de 2023. Um dos fatores é a demanda externa pelo produto brasileiro, mas o setor segue com dificuldade para arcar com os custos de produção. O presidente da Asgav destaca o preço do milho que chegou a subir 100% e é o principal grão utilizado na alimentação das aves. Além disso, os custos com embalagem, com o cuidado sanitário, entre outros fatores farão com que os ovos fiquem mais caros no Rio Grande do Sul em breve.

Mesmo com a projeção de elevação nos preços, o presidente garante que a proteína não ficará inacessível à população. O setor fará um ajuste responsável na oferta e no valor de comércio para que os produtores consigam se manter no mercado e produzindo.

Fonte: Uirapuru

 

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