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Safra de trigo em 2023 deve ser a segunda maior do RS

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A estimativa inicial da safra de inverno de 2023 indica que o Rio Grande do Sul está caminhando para ter a segunda maior safra de trigo da história. A informação foi divulgada pelo diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, durante a apresentação dos dados, realizada. A presidente da Emater/RS, Mara Helena Saalfeld, e o secretário adjunto da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Lindomar do Carmo Moraes, também estavam presentes no evento.

Segundo o levantamento, a produção estimada para a safra de inverno, que inclui trigo, aveia branca grãos, cevada e canola, é de 5.625.889 toneladas, o que representa uma redução de 12,81% em relação à safra anterior, que foi considerada a maior da história do estado, com 6.452.337 toneladas.

No caso do trigo, o levantamento abrangeu 382 municípios gaúchos produtores e projeta uma redução de 14% na produção, passando de 5.288.030 toneladas obtidas na safra de 2022 para 4.548.934 toneladas neste ano. A área cultivada será de 1.505.704 hectares, 1,5% menor em relação ao ano anterior, e a produtividade média estimada é de 3.021 kg/ha, uma diminuição de 12,6% em comparação à safra anterior.

Quanto à aveia branca grãos, foram pesquisados 263 municípios produtores, abrangendo 97,4% da área cultivada. Estima-se uma produção de 854.401 toneladas, o que representa uma redução de 6,4% em relação à safra anterior, com uma produtividade média estimada de 2.340 kg/ha, uma diminuição de 7,7%.

Já a cevada terá uma área cultivada 14,5% menor, com 35.899 hectares, e uma produção estimada de 112.877 toneladas, uma diminuição de 20,9% em relação à safra passada. A produtividade média esperada é de 3.144 kg/ha, o que representa uma redução de 7,4%.

Na canola, a área cultivada terá um aumento de 18,4% em comparação ao ano anterior, com 67.219 hectares, e a produção prevista é de 109.677 toneladas. Apesar do aumento na área e na produção, a produtividade média estimada é de 1.632 kg/ha, uma diminuição de 14,7%.

Apesar das estimativas positivas, é importante destacar o impacto do fenômeno El Niño, que pode resultar em chuvas intensas durante o período de colheita desses grãos. Os produtores são aconselhados a ficar atentos às previsões climáticas e considerar a contratação de seguro agrícola para proteger parte de suas lavouras.

O Prognóstico Trimestral apresentado pelo meteorologista da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Flávio Varone, indica a possibilidade de altos volumes de chuva no segundo semestre deste ano, o que pode causar danos e prejuízos, como ocorreu nas safras de 2015 e 2016, com enchentes e inundações. Essas condições climáticas adversas podem afetar as lavouras de inverno, especialmente no final do ciclo e durante a colheita, podendo até atrasar o plantio das culturas de verão.

Com informações: Fernando Kopper

Fonte: Portal das Missões

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