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Santa Catarina decreta estado de emergência zoossanitária devido a casos de gripe aviária

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Nesta quinta-feira (20), o governo de Santa Catarina decretou estado de emergência zoossanitária após a confirmação de dois casos de gripe aviária no estado. O decreto, assinado pelo governador Jorginho Mello, tem início imediato e terá validade por 180 dias, buscando conter a propagação da doença e tomar medidas de prevenção.

No último sábado (15), a Secretaria de Estado da Agricultura de Santa Catarina confirmou o registro do segundo caso de gripe aviária em uma ave de criação de fundo de quintal. A Secretaria informou, em nota técnica, que, como a ave não era destinada à produção comercial, o novo caso não compromete a condição sanitária do Estado e do país como livre de influenza aviária.

No entanto, a notícia trouxe repercussões no cenário internacional. O Japão anunciou a suspensão da compra de aves e ovos produzidos em Santa Catarina, gerando críticas do Ministério da Agricultura. Essa decisão afeta as exportações do Estado e levanta preocupações sobre o impacto econômico para o setor avícola catarinense.

Vale destacar que, no final de junho, Santa Catarina já havia confirmado o primeiro caso de gripe aviária em uma espécie selvagem, o que despertou a atenção das autoridades e desencadeou medidas de vigilância e monitoramento para evitar a disseminação da doença.

O estado de emergência decretado pelo governo catarinense ocorre quase dois meses após o governo federal também ter determinado estado de emergência por causa da gripe aviária em nível nacional, com validade de 180 dias. Segundo dados da Agricultura, o Brasil já conta com 67 casos confirmados da doença, reforçando a importância de ações preventivas e de controle para conter a propagação do vírus.

Diante do cenário desafiador, é fundamental que o governo de Santa Catarina, em conjunto com as autoridades federais, intensifique os esforços para monitorar e enfrentar a situação da gripe aviária no Estado. Medidas de biossegurança e rastreamento rigoroso de possíveis focos da doença se fazem necessárias para proteger a saúde das aves e preservar a importante indústria avícola catarinense, bem como garantir a segurança alimentar e manter a confiança dos mercados internacionais na qualidade dos produtos brasileiros.

Com informações: Fernando Kopper

Fonte: O Sul

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