Um novo ciclone extratropical está previsto para impactar o estado do Rio Grande do Sul na metade desta semana, trazendo chuvas, ventos e queda de temperatura. No entanto, as expectativas em relação aos impactos desse sistema são menores em comparação com eventos anteriores ocorridos nos últimos dois meses, de acordo com a MetSul Meteorologia.
Desde o início da semana, uma frente semi-estacionária já trouxe chuvas para várias cidades, especialmente nas regiões Oeste e Sul do Rio Grande do Sul. O Sul gaúcho experimentou ar frio, enquanto o Norte do estado teve a atuação de ar mais quente. Entre hoje e quarta-feira, os volumes de chuva devem superar os 50 mm em muitas cidades, chegando a marcas isoladas de 75 mm a 100 mm e, em alguns casos, até maiores.
Na quarta-feira, uma área de baixa pressão começará a se aprofundar junto a essa frente, iniciando o processo de ciclogênese, ou seja, a formação de um ciclone. Na tarde da quarta-feira, a baixa pressão se configurará como um ciclone em intensificação, estando na foz do Rio da Prata, cerca de 300 quilômetros a Sudeste de Montevidéu.
Diferente dos ciclones anteriores que impactaram o Rio Grande do Sul, este novo sistema se formará mais ao Sul, na costa do Uruguai, na região ciclogenética tradicional. Por isso, a MetSul Meteorologia adianta que os efeitos esperados, em termos de chuva e vento, serão menores e o centro do ciclone estará mais afastado do continente.
Os ciclones extratropicais são comuns e frequentes na região do Atlântico Sul, ocorrendo semanalmente. No entanto, quando a formação do ciclone ocorre mais próximo da costa do Rio Grande do Sul, os efeitos tendem a ser mais graves devido à maior proximidade do centro de baixa pressão profundo.
No caso deste novo ciclone, espera-se que seus impactos mais significativos ocorram no Sul e parte do Leste do Uruguai. No Rio Grande do Sul, o sistema não representará um cenário de elevado perigo meteorológico. As chuvas e ventos previstos serão mais concentrados sobre o Oceano Atlântico, com a região mais afetada sendo o Litoral Sul, onde rajadas de vento mais fortes devem ser observadas.
Apesar disso, é importante manter a atenção, especialmente no Sul gaúcho, onde ainda há preocupações devido aos danos causados pelo ciclone anterior na rede elétrica, que deixou algumas comunidades sem energia elétrica até o momento.
A MetSul Meteorologia destaca que ciclones extratropicais são fenômenos comuns e fazem parte do clima da região. É fundamental acompanhar informações oficiais e seguir as orientações das autoridades para lidar com essas condições meteorológicas.
Com informações: Fernando Kopper
Fonte: Leouve






