O governo federal está atualmente avaliando a possibilidade de reintroduzir o horário de verão, que havia sido encerrado em 2019. O Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que vem conduzindo análises a respeito da pertinência de retomar essa medida a partir deste ano.
O MME ressaltou que, devido ao expressivo crescimento da micro e minigeração distribuída de energia, observou-se um retorno do período de pico de consumo para a noite, uma tendência que tenderia a diminuir com a adoção dessa política. No entanto, o ministério também destacou que outros efeitos precisam ser levados em conta, como o aumento do consumo em certos horários do dia e as condições energéticas do Sistema Interligado Nacional.
Após as eleições do ano anterior, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma enquete pelas redes sociais sobre a possibilidade de retorno do horário de verão, e a maioria dos participantes se manifestou a favor da medida.
A mudança de horário do horário de verão costumava acontecer entre os meses de outubro e fevereiro, quando os relógios eram adiantados em uma hora pelo horário de Brasília, visando aproveitar o período mais longo de luz natural durante os meses mais quentes e, consequentemente, reduzir o consumo de energia elétrica no horário de pico.
Contudo, nos últimos anos, houve uma mudança nos hábitos de consumo de energia da população, com o maior consumo diário de energia se deslocando para o período da tarde. Isso fez com que o horário de verão deixasse de produzir os resultados planejados e, consequentemente, a medida foi suspensa.
Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro encerrou oficialmente o adiantamento dos relógios, alegando que o setor elétrico não estava mais obtendo benefícios com a mudança devido ao novo padrão de consumo de energia e aos avanços tecnológicos.
Na época, o MME já havia observado uma redução significativa na economia proporcionada pelo horário de verão. Em 2017, foi registrada uma queda de consumo de cerca de 2.185 megawatts, equivalente a aproximadamente R$ 145 milhões. Comparativamente, em 2013, a economia havia sido de R$ 405 milhões, diminuindo para R$ 159,5 milhões em 2016, uma queda de 60%.
O horário de verão foi instituído no Brasil em 1931 pelo então presidente Getúlio Vargas e foi adotado permanentemente a partir de 2008. No entanto, em 2019, a medida foi descontinuada. Embora tenha sido uma tática utilizada por mais de 30 países para aproveitar melhor a luz natural, as mudanças nos hábitos de consumo e o avanço tecnológico reduziram sua relevância ao longo do tempo, levando o governo brasileiro a abolir a prática.
Com informações: Clic Espumoso
Fonte: R7






