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Misterioso rastro luminoso no céu de Espumoso e região é identificado como lixo espacial de foguete russo

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Na madrugada desta sexta-feira, 25/08, um espetáculo celeste intrigante iluminou o céu de Espumoso e região, surpreendendo os observadores noturnos que puderam testemunhar um rastro luminoso cortando o firmamento. O fenômeno, que durou quase um minuto, gerou alvoroço nas redes sociais e levantou uma série de questionamentos sobre sua origem. Contrariando as expectativas de um meteoro, especialistas revelaram que o fenômeno foi causado pela reentrada na atmosfera terrestre de um estágio superior de um foguete russo Soyuz SL-4 RB, cortando os céus do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Diferente dos meteoros que cruzam o céu em velocidades vertiginosas, o rastro luminoso que cruzou o céu gaúcho durante a madrugada de sexta-feira moveu-se de forma mais lenta e constante, permitindo que muitos observadores apreciassem seu percurso. Câmeras de monitoramento celeste da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon) conseguiram capturar a passagem do fenômeno tanto no Vale do Paranhana quanto no Litoral Norte do estado.

O Observatório Espacial Heller & Jung, localizado em Taquara, também registrou o evento. A instituição, que se notabilizou por documentar chuvas de meteoros e eventos celestiais no Rio Grande do Sul, desta vez testemunhou a trajetória singular do rastro luminoso.

O espetáculo celeste, rapidamente transformado em tendência nas redes sociais, levou a MetSul Meteorologia a receber diversos vídeos e questionamentos dos seguidores, ansiosos por desvendar a origem da luz que cortou o céu do Leste gaúcho.

De acordo com o professor Carlos Fernando Jung, diretor da Brazilian Meteor Observation Network na Região Sul, o rastro luminoso não foi resultado de uma rocha espacial, mas sim da reentrada do estágio superior de um foguete Soyuz SL-4 RB, lançado da base russa Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. O foguete foi lançado na última terça-feira, às 22h08 (hora de Brasília), carregando consigo uma espaçonave robótica de carga Russian Progress com destino à Estação Espacial Internacional.

A reentrada de lixo espacial na atmosfera não é um fenômeno incomum, já que o homem deixa uma trilha de detritos em sua exploração do espaço. Esses fragmentos, conhecidos como lixo espacial, podem variar desde satélites fora de operação até pequenos detritos resultantes de lançamentos de foguetes. Embora muitos satélites permaneçam em órbita ao redor da Terra, um grande número deles está desativado, somando-se aos milhões de fragmentos menores que também orbitam o planeta. A maior parte do lixo espacial que reentra na atmosfera terrestre queima antes de atingir o solo, mas sua presença contínua em órbita é um desafio significativo para a exploração espacial e para a sustentabilidade do espaço sideral.

Com informações: Clic Espumoso

Fonte: MetSul Meteorologia

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