O Rio Grande do Sul enfrentou novamente a fúria da natureza na noite de sexta-feira e madrugada deste sábado, quando um forte temporal atingiu diversas regiões do estado. A MetSul Meteorologia reportou que entre as 19h e 22h de sexta-feira, mais de 45 mil raios foram registrados pelos sensores no RS, evidenciando a intensidade do fenômeno.
Em Espumoso, por volta das 3 horas da manhã, a tempestade trouxe consigo relâmpagos, ventos intensos e uma quantidade significativa de chuva. Na capital, Porto Alegre, pontos de alagamento foram observados em várias áreas, com o nível do Guaíba atingindo a cota de cheia no Cais Mauá, causando transtornos nas regiões das ilhas.
O cenário é de preocupação nas ruas da cidade, onde alagamentos afetam a mobilidade, como na rua Voluntários da Pátria, e incidentes, como a queda de uma árvore sobre um veículo em movimento na rua Antônio Carlos Tibiriçá, no Jardim Botânico. Felizmente, não houve feridos, mas equipes do Corpo de Bombeiros trabalham para liberar o trânsito, com o apoio da CEEE Equatorial.
No interior do estado, as defesas civis locais estão mobilizadas para auxiliar na retirada de famílias afetadas nos vales do Paranhana e Taquari. Em Muçum, o rio Taquari subiu cerca de 9 metros desde as 22h de sexta-feira, demandando atenção contínua das autoridades.
Em Lajeado, o rio atingiu a marca de 23,48 metros, resultando na retirada de 55 famílias, totalizando 143 pessoas, que buscam abrigo no Parque do Imigrante. Cerca de 15 ruas já estão alagadas, e a Defesa Civil orienta as famílias da “Cota 25” a se prepararem para uma possível evacuação.
O Vale do Paranhana e Serra também enfrentam sérios problemas, com o Observatório Espacial Heller & Jung registrando 132 milímetros de chuva em menos de 20 horas em Taquara. A Defesa Civil de Igrejinha emitiu um alerta de risco iminente de transbordamento do rio Paranhana e arroios, com relatos de famílias desabrigadas e interdições em rodovias.
Na BR 116 e BR 470, diversas interdições foram registradas, com bloqueios totais e parciais do tráfego entre Caxias do Sul e Bento Gonçalves. O Corpo de Bombeiros, desde a noite de sexta-feira, está atuando em diversas ocorrências, desde apoio à Defesa Civil até o corte de árvores.
A cidade de Giruá, no Noroeste do RS, também sofre com as consequências do temporal, com a obstrução parcial do acesso pela ERS 344 devido à queda de pinheiros e novos registros de casas destelhadas. O município ainda se recupera do temporal da semana passada, que resultou na trágica morte de uma jovem durante o desabamento de um complexo esportivo.






