Deise Moura dos Anjos disse a um advogado que planejava tirar a própria vida. A menção ocorreu na quarta-feira, um dia antes dela ser encontrada morta na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (PEFG). O jurista teria alertado os responsáveis sobre a situação.
No encontro, Deise também entregou a aliança de casamento ao profissional. Ela e o marido, Diego Silva dos Anjos, estavam em processo de divórcio, a pedido dele. Os relatos dão conta que a apenada chorou bastante durante a conversa.
Deise havia solicitado, no início desta semana, um aumento na dose do antidepressivo que tomava. Ela também sofria de perda de apetite nos últimos dias. Outras questões a incomodavam eram o cheiro que exalava da tubulação de esgoto e o calor excessivo no interior da unidade.
A reportagem contatou a diretora da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, Fernanda Kersting e a vice, Elaine Cantini. Nenhuma delas quis fazer declarações. O espaço permanece aberto.
Morte ocorreu durante a madrugada
Deise teria provocado a própria morte durante a madrugada. No início da manhã, o corpo foi localizado por uma agente penal que fazia a conferência das presas.
A servidora ainda tentou fazer uma massagem cardíaca em Deise, e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o óbito foi constatado no local.
Deise estava na ala de triagem da unidade, em uma cela isolada. Ela havia sido transferida no dia 6 de fevereiro, após ficar quase um mês no Presídio Feminino de Torres.
Em nota, a Polícia Penal confirmou a informação. A Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) disse que não se manifestará enquanto o caso ainda estiver sob investigação.
Leia a nota da Polícia Penal
A Polícia Penal informa que, durante a conferência matinal na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, a presa Deise Moura dos Anjos foi encontrada sem sinais vitais.
Imediatamente, os servidores prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Médico de Urgência que, ao chegar no local, constatou o óbito.
Deise estava sozinha na cela. As circunstâncias serão apuradas pela Polícia Civil e pelo Instituto-Geral de Perícias.






