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“Quando abri a porta, vi que era uma perna”, diz vizinho que encontrou corpo de homem carbonizado em freezer no Litoral

Foto: Mauro Schaefer
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“Quando abri, peguei uma coisa redonda, parecia uma chamusca de cabelo. Mas não identifiquei. Abri a outra porta e peguei. Foi quando vi que era uma perna com os parafusos que ele tinha.” O relato é de Cleude Albano Ávila, 58 anos, um dos vizinhos que encontrou o corpo de Milton Prestes da Silva, 66 anos, esquartejado, carbonizado e colocado dentro de um freezer na casa onde morava na praia de Quintão, no município de Palmares do Sul.

Silva não era visto desde a última quinta-feira. Na manhã desta terça-feira, familiares e um amigo decidiram ir até a residência dele para tentar entender o sumiço. Ao chegarem, perceberam um cheiro forte e um número incomum de moscas ao redor do imóvel.

Desconfiados, questionaram a mulher, que demonstrou nervosismo. “Ela disse que só tinha carne no freezer”, relatou Ávila. Ao abrir o equipamento, foi encontrado o corpo esquartejado e parcialmente carbonizado.

O delegado Antônio Ractz, responsável pelo caso, confirmou que o corpo foi esquartejado e que a perícia localizou todos os restos mortais dentro do freezer. A suspeita é de que o homem tenha sido morto na madrugada de quinta para sexta-feira, quando vizinhos notaram fumaça saindo da casa. A investigação aponta que, após matá-lo, a mulher teria queimado o corpo antes de esquartejá-lo.

De acordo com a polícia, ela tem antecedentes por tráfico de drogas, mas não há registros de violência doméstica contra Silva. O casal morava na residência há cerca de um mês e gerenciava uma pequena conveniência. “Sempre quando morre alguém, dizem que era uma pessoa legal, mesmo quando não era. Mas esse cara, realmente, era muito gente boa”, concluiu o vizinho.

Após a conclusão do trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP), o corpo foi removido por uma funerária e deve ser encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML).

Correio do Povo

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