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Terremoto em Mianmar deixa mais de 2 mil mortos, aponta novo balanço

Foto: Chanakarn Laosarakham / AFP
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O balanço do terremoto em Mianmar aumentou para 2.056 mortos, informou nesta segunda-feira (31) a junta militar que governa o país, que também anunciou que mais de 3,9 mil pessoas ficaram feridas.

Um porta-voz da junta afirmou que 270 pessoas estão desaparecidas, três dias após o potente terremoto de magnitude 7,7 que atingiu este país e a vizinha Tailândia.

Na região de Mandalay, próxima do epicentro, uma réplica de magnitude 5,1 ocorreu no domingo de manhã, fazendo com que as pessoas saíssem correndo de hotéis e abrigos aos gritos em busca de segurança.

Um tremor semelhante foi sentido na noite de sábado. Muitos dos 1,5 milhão de habitantes da cidade passaram a noite ao ar livre, sem abrigo ou com medo de que novos tremores derrubassem edifícios já fragilizados.

O cheiro de corpos em decomposição tomou as ruas dessa que é a segunda maior cidade de Mianmar, enquanto pessoas trabalhavam com as próprias mãos para remover escombros na esperança de encontrar alguém ainda vivo.

O tremor derrubou dezenas de prédios e danificou outras infraestruturas, incluindo o aeroporto da cidade. Os esforços de resgate foram dificultados por estradas rachadas, pontes destruídas e falhas nas comunicações.

Sem recursos

Essa busca, porém, tem sido conduzida principalmente por moradores locais, sem a ajuda de equipamentos pesados, usando as mãos e pás para remover os escombros sob um calor de 41°C, com poucas escavadeiras disponíveis. As equipes de resgate trabalham sob ordens de uma repressiva junta militar.

Os esforços oficiais de socorro na capital, Naypyitaw, priorizaram prédios governamentais e moradias de funcionários, deixando moradores e grupos de ajuda humanitária para escavar os escombros sob o forte odor da morte no ar.

Correio do Povo

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