O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o projeto sobre a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais deve ser aprovada pelo Congresso, mas defendeu alternativas de arrecadação diante do valor que deixará de ser arrecadado caso o projeto entre em vigor. De acordo com a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, as mudanças previstas resultarão em uma perda agregada de R$ 2,9 bilhões para estados e municípios. “Outras saídas podem ser encontradas e isso está sendo discutido, como, por exemplo, cobrar um pouco mais de bancos, de pessoas jurídicas e não apensas de pessoas físicas”, afirmou Motta.
Para compensar a perda de receitas, o governo propõe um imposto mínimo de até 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano. Segundo Hugo Motta, uma das ideias a serem discutidas é cobrar também de bancos e empresas. A afirmação foi feita em entrevista ao Bom Dia, Paraíba (TV Globo), nesta segunda-feira.
A proposta do governo (PL 1087/25) está sendo discutida em comissão especial e depois será enviada para o Plenário. “O trabalho da comissão especial é para isso: para ouvir a sociedade, ouvir o setor produtivo, ouvir economistas e membros do governo para que se encontre o melhor texto possível, e aprová-lo até o final do ano”, afirmou Motta.
Votação em segundo semestre
Em outras oportunidades Hugo Motta declarou que acredita que a votação do projeto ocorra ainda este, no segundo semestre. A avaliação é que a discussão na comissão especial dure aproximadamente dois meses para que o texto possa cumprir todos os prazos regimentais.
*Com informações da Agência Câmara
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