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PF faz buscas na Câmara e mira deputado em ação contra suposta fraude em licitações

Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados
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Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (8), a Operação Underhand, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações e contratos administrativos em municípios do Ceará. Um dos alvos, segundo informações do jornal Estadão, é o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE).

Agentes da PF realizaram buscas no gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados, na residência oficial em Brasília e na sua casa no Ceará. Em outras oportunidades, Mano negou irregularidades na indicação de verbas a municípios do estado.

Conforme o portal R7, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU). As diligências ocorreram nas cidades de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio Canindé, Baixio, todas em território cearense, além da capital federal.

Segundo a PF, os investigados fariam parte de uma organização criminosa suspeita de manipular a destinação de verbas públicas a determinados municípios cearenses em troca de contrapartidas financeiras ilícitas. O grupo ainda teria atuado no direcionamento de processos licitatórios por meio de empresas associadas ao esquema.

O outro lado

Mano afirmou não ter nenhuma relação com os fatos apurados. Em nota divulgada por sua assessoria, Mano assegura que, como parlamentar, não exerce nenhuma função executiva ou administrativa em prefeituras; não participa de processos licitatórios e nem de comissões de licitação, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos.

“O parlamentar reafirma sua confiança nas instituições, em especial no Poder Judiciário e na Polícia Judiciária Federal, e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública”, informou a assessoria de Mano, acrescentando que o deputado está convencido de que, ao fim da apuração, “a verdade dos fatos prevalecerá, com o completo esclarecimento das circunstâncias e o reconhecimento de sua correção de conduta”.

Correio do Povo

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