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Hospital de Santa Maria classificou morte de paciente após transfusão de sangue como “erro grotesco”, diz Polícia

Foto: reprodução
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Erro grotesco. Conforme a Polícia Civilessa expressão consta no prontuário médico de uma paciente que morreu no Hospital Universitário de Santa Maria, em 7 de agosto. Ela teria recebido uma transfusão sanguínea incompatível com seu tipo de sangue.

Uma mulher de 33 anos, enfermeira da instituição, é apontada como suspeita. A profissional decidiu permanecer em silêncio durante interrogatório na Delegacia de Homicídios (DHPP) de Santa Maria, que investiga o caso.

De acordo com o delegado titular, Adriano de Rossi, o tipo sanguíneo da paciente era O, mas ela recebeu uma bolsa de sangue do tipo AB. Poucos minutos depois, apresentou sintomas de taquicardia e falta de ar. Chegou a ser socorrida na UTI, mas não resistiu. Uma filha da vítima presenciou tudo e decidiu procurar as autoridades.

“A equipe do hospital classificou o episódio como “erro grotesco”. Os médicos escreveram isso no prontuário da vítima. A paciente estava ali para tratar um câncer e foi surpreendida com essa transfusão de sangue. Ela chegou a questionar o procedimento, mas a enfermeira insistiu que havia uma prescrição para tal. A vítima eventualmente cedeu ao argumento da profissional”, afirmou o delegado Adriano de Rossi.

Se o exame apontar que a morte foi consequência direta da transfusão de sangue, o fato será tratado como homicídio culposo. Caso o laudo não indique relação do procedimento com o óbito, será apurada a responsabilidade administrativa do hospital.

Leia a nota do Husm

O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) informa que instaurou processo interno para apurar as circunstâncias que levaram ao falecimento de uma paciente na manhã de 07/08.

O HUSM permanece colaborando com as autoridades competentes e se solidariza com os familiares, reafirmando seu compromisso com a vida, a dignidade humana e a segurança assistencial.

Correio do Povo

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