Considerado um ícone da moda mundial, o estilista italiano Giorgio Armani faleceu nesta quinta-feira (4), aos 91 anos.
Armani, que tinha 91 anos, era sinônimo de estilo e elegância italianos modernos. Ele combinava o talento de estilista com a perspicácia de um homem de negócios, dirigindo uma empresa que movimentava cerca de 2,3 bilhões de euros por ano.
Na sequência, foi contratado para desenhar a linha masculina de Nino Cerruti e não parou mais. Em voo solo, estourou com uma ideia audaciosa: a desconstrução do terno. Armani revolucionou o guarda-roupa masculino.
Em seguida, foi a vez das mulheres.
“Estava convencido de que tinha algo de autêntico a dizer nesta área. As próprias mulheres tinham o desejo de mudar, assim como os homens. Falando das diferenças, certamente tenho uma aproximação mais direta com a moda masculina. Posso provar aquilo que estou fazendo e sentir imediatamente a força e a fraqueza do blazer ou das calças, ou do ajuste da camisa. Na coleção feminina, a abordagem é mais mental e menos física, embora igualmente pragmática (palavra recorrente em seu vocabulário)”, observou o designer, considerado o rei do casual chique e da discrição.
Em 1981, o italiano lançou a Emporio Armani — um dos destaques da semana de moda de Milão. No ano seguinte, mais um feito: apareceu na capa da revista “Time”. Ele foi o primeiro estilista a conseguir a façanha depois de Christian Dior, em 1957. Ainda em 1982, Armani colocou no mercado sua linha de underwear. Aliás, as campanhas de roupas íntimas costumam fazer barulho. Pudera. David Beckham, Cristiano Ronaldo e Rafael Nadal posaram com as cuecas — e só com elas.
O Globo e site Terra






