Uma caminhonete Toyota Hilux, cabine dupla, cor branca, foi furtada na madrugada de terça-feira (1º/10) em Ibirubá. O veículo, de placas RCA4H40, estava estacionado em frente à residência da família na Travessa Condor, no Centro. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia, e chama atenção pelo fato de ser o segundo furto de uma Hilux envolvendo a mesma família neste ano.
De acordo com o boletim de ocorrência, a proprietária informou que deixou a caminhonete na via pública por volta das 23h de segunda-feira. Pela manhã, por volta de 6h30, constatou que o veículo havia desaparecido. Imagens de câmeras de vigilância de um vizinho mostram dois indivíduos agindo por volta da 1h30, levando o automóvel em direção à Rua Dumoncel Filho. O utilitário possui seguro.
Esse é mais um episódio da série de furtos de veículos da marca Toyota que vêm sendo registrados na região. O crime reforça um padrão já observado pelas autoridades. Desde o dia 11 de março, quando ocorreu o primeiro furto em Ibirubá, na Travessa Condor, cinco casos foram registrados: em 26 de março, outra Hilux foi levada da Rua Getúlio Vargas, também em Ibirubá; na madrugada de 28 de março, uma caminhonete do mesmo modelo foi furtada na Avenida Duque de Caxias, em Espumoso; outro furto ocorreu em Tapera dia 11 de abril, no centro da cidade.
Os furtos têm características em comum: todos envolvem modelos Hilux e são praticados com uso de tecnologia capaz de burlar os sistemas de travas e ignição. As investigações apontam que as quadrilhas utilizam dispositivos eletrônicos que permitem desbloquear os veículos em poucos minutos, sem deixar sinais de arrombamento.
O delegado Márcio Marodin, da DP de Ibirubá, alerta para a preferência das organizações criminosas por esses modelos e afirma que há indícios de atuação de grupos especializados na região. Ele destaca que os veículos subtraídos geralmente têm como destino países vizinhos, como o Paraguai, e reforça que a reincidência dos criminosos dificulta o trabalho das forças de segurança. “Eles são presos por receptação, soltos no mesmo dia e voltam a agir. Isso cria um ciclo vicioso que mina o trabalho policial”, afirmou.
Enquanto as investigações seguem, a orientação da Polícia Civil é para que os proprietários redobrem os cuidados. Entre as recomendações estão evitar estacionar os veículos em vias públicas durante a noite e investir em dispositivos de segurança adicionais, como travas físicas e sistemas de monitoramento.

Rádio Cidade Ibirubá
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