O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece sob custódia na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, agora como condenado em regime fechado. A decisão veio após o processo relacionado à tentativa de golpe de Estado em 2022 ter chegado ao fim, sem possibilidade de novos recursos. A pena imposta ao ex-mandatário soma 27 anos e 3 meses de prisão.
Segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento transitou em julgado nesta terça-feira (25), autorizando o início imediato da execução penal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) classificou Bolsonaro como líder da trama que visava subverter o resultado das eleições.
A defesa do ex-presidente atribuiu a violação do equipamento de monitoramento a um episódio de surto causado por medicamentos, negando qualquer tentativa de evasão. Ainda assim, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva, mesmo após a condenação definitiva.
Cela especial na sede da PF
Bolsonaro seguirá detido em uma sala especial de 12 metros quadrados dentro da sede da Polícia Federal na capital federal. O espaço, que já foi adaptado anteriormente para receber figuras públicas de alto escalão, dispõe de cama de solteiro, mesa, cadeira, banheiro privativo, ar-condicionado, televisão, frigobar, armário, guarda-roupa e uma janela.
Imagens do local, divulgadas anteriormente, mostram uma estrutura mais confortável que a de celas comuns — uma prerrogativa prevista para ex-chefes de Estado e outras autoridades. Ex-presidentes como Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer também já ocuparam instalações semelhantes em Curitiba (PR) e São Paulo, respectivamente.
Consequência do processo do golpe
A condenação de Bolsonaro ocorre no contexto do processo que apurou a articulação de uma tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. As investigações apontaram sua liderança na mobilização de setores militares e civis para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
Com o trânsito em julgado do processo, as atenções agora se voltam para os desdobramentos do cumprimento da pena e para eventuais novos processos que ainda tramitam contra o ex-presidente em outras instâncias da Justiça.
Jornal Razão






