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Grêmio espera mudanças para a nova temporada

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Os últimos jogos do Grêmio na temporada de 2025 sinalizaram uma mudança que o torcedor espera ver mantida ou até melhorada em 2026. Não se trata do time de Mano Menezes agora sob comando do português Luís Castro, mas sim em relação ao tratamento recebido na Arena. A aquisição da gestão do estádio a partir da doação do empresário Marcelo Marques parece ter reconfigurado a relação com o público.

Desde a capacidade maior do sinal da internet no local, a cordialidade interpessoal dos funcionários em dias de jogos e claro, o gramado. Recentemente trocado, desde o segundo semestre ele tem recebido cuidado e preocupação de fato, pois o futebol é a razão do clube, tema anteriormente quase indiferente para a antiga gestora.

Fora de campo, os novos dirigentes precisarão resolver um problema grave herdado da gestão Alberto Guerra. A rescisão de contrato com a Alfa, patrocinadora que entrou no lugar do Banrisul depois de mais de 20 anos de parceria com o banco, trouxe constrangimento e obrigou a colocar energia em um assunto inesperado para quem está assumindo. É no patrocínio da camisa onde está concentrada boa parte da receita para manter um grupo competitivo.

Nesse cenário existe a expectativa pela venda inédita dos naming rights da Arena. Um negócio milionário de dois dígitos significaria o ingresso de valores equivalentes a um parceiro comercial de grande porte. Ou seja, um dinheiro extra capaz de injetar recursos justamente onde o torcedor mais deseja.

Nesta sexta-feira, primeiro dia útil de um desafiador 2026, um novo Grêmio dará os primeiros passos. Com caras novas de sapato e gravata, assim como na comissão técnica. Até aqui, porém, não há novidades em relação a contratações. O plantel é bem conhecido, inclusive boa parte da gurizada nova.

Dos cinco jovens jogadores que irão se apresentar no plantel principal no CT Luiz Carvalho, três estiveram no Mundial Sub-20: Luís Eduardo, zagueiro, o meio-campista Tiaguinho e o meia-atacante Gabriel Mec. Além deles buscarão espaço o goleiro Gabriel Menegon e o atacante Roger.

Sem muito tempo para uma ‘preparação’

Se na Europa Luís Castro alguma vez ouviu algum colega de profissão brasileiro comentar como é enxuto o período de preparação dos clubes brasileiros antes da temporada, quando voltar para casa no futuro, certamente o português terá relatos pessoais de uma temporada atípica.

Ainda que a CBF tenha reduzido o número de datas nos estaduais, a Copa do Mundo no meio do ano impõe que pelo segundo ano seguido um calendário bastante apertado. Para o Grêmio, não será diferente com quatro competições no horizonte, duas a partir dos próximos dias. Ou seja, preparação só entre aspas mesmo.

Gauchão: A primeira competição da temporada começa no dia 10/11 de janeiro. O primeiro jogo para tentar retomar a hegemonia estadual será em Santa Cruz do Sul contra o Avenida. A estreia de Luís Castro na Arena no dia 14 contra o São José. Serão apenas seis rodadas na primeira fase com o Gre-Nal, no Beira-Rio, num sábado, 24 de janeiro.

Campeonato Brasileiro: Será jogado pela primeira vez de “verão a verão”, com início no dia 28 de janeiro e o final lá em dezembro após paralização durante a Copa do Mundo em junho/julho. A estreia será no Rio de Janeiro contra o Fluminense.

Copa do Brasil: O torneio onde o Grêmio busca a sexta taça terá pela primeira vez 126 clubes este ano. Menos mal que o Grêmio irá entrar apenas na quinta fase da competição quando os duelos passam a ser com partidas de ida e volta.

Sul-Americana: Inicia em abril, logo depois do sorteio da fase de grupos, o torneio que o Grêmio jamais ganhou ou chegou em fases decisivas. Os argentinos Racing, San Lorenzo, e River Plate, além dos brasileiros Atlético-MG, Santos, São Paulo, todos campeões da América, serão concorrentes para chegar à final em novembro em Barranquilla, na Colômbia.

  | Foto: Leandro Maciel

*Correio do Povo

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