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Piloto da Latam é preso em Congonhas, suspeito de exploração sexual de crianças e adolescentes

Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Um piloto de avião da Latam foi retirado da aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 9, e preso por suspeita de integrar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.

Segundo a polícia, o piloto tem 60 anos e há ao menos oito participa do esquema de pornografia infantil e estupro de vulnerável.

Ele teria “comprado” três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa durante operação realizada nesta manhã.

A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos. Em nota, a Latam informou que o piloto foi preso durante os procedimentos de embarque do voo LA3900, com destino ao Rio de Janeiro.

O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. A empresa ainda afirma que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Além das duas prisões, a polícia ainda cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As ações são realizadas na capital paulista e em Guararema, na região metropolitana. O inquérito policial começou em outubro de 2025.

Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.

São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Ainda de acordo com as investigações, os investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos. A Polícia Civil não descarta novas prisões e identificação de outras vítimas do esquema criminoso.

Correio do Povo

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