Segundo o depoimento prestado nesta terça-feira (24), o homem chegou por volta da 1h da madrugada de sábado (21), conduzindo um Fiat Pálio cinza, e aparentava estar embriagado. Ele teria permanecido no estabelecimento até aproximadamente 4h, quando saiu dirigindo em direção a Taquara.
A investigação aponta que, às 4h24min, o motorista entrou em uma boate localizada no limite entre Igrejinha e Taquara, conforme imagens de monitoramento analisadas pela polícia. Ele deixou o local às 5h24min.
Um segurança da casa noturna também afirmou em depoimento que o condutor aparentava estar embriagado ao sair do estabelecimento, minutos antes do atropelamento, ocorrido por volta das 5h40min, na localidade de Sander, em Três Coroas.
Uma câmera de segurança registrou os três ciclistas pedalando juntos no acostamento da rodovia às 5h37min. Pouco depois, ocorreu o atropelamento.
Bafômetro e prisão
O teste do bafômetro realizado após a prisão indicou 0,70 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice que configura crime de trânsito. Segundo a Polícia Civil, o motorista não possuía habilitação.
Ele foi preso em flagrante no sábado (21), em casa, em Três Coroas. O carro foi localizado na garagem da residência. A prisão foi convertida em preventiva pelo Judiciário.
A investigação trata o caso como homicídio doloso no trânsito, com entendimento de dolo eventual — quando o condutor assume o risco de produzir o resultado.
Morte do terceiro ciclista
Na manhã desta terça-feira (24), foi confirmada a morte do terceiro ciclista, que estava internado em estado gravíssimo.
Morreram no local Clarissa Felipetti, 38 anos, e Fernanda Mikaella da Silva Barros, 34. O terceiro ciclista, Isac Emanuel Ribeiro da Silva, 35, estava hospitalizado desde o fim de semana, mas não resistiu aos ferimentos. Clarissa e Isac eram um casal e deixam dois filhos.
Os três planejavam um passeio de cerca de cem quilômetros pela região.
Defesa
Após a prisão, o motorista optou por permanecer em silêncio. A defesa informou, por meio de nota, que aguarda a apuração completa dos fatos e sustenta que não houve dolo, afirmando que o processo judicial é o espaço adequado para análise das circunstâncias e das provas.
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