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Trio acusado de homicídio qualificado é julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira em Arroio do Tigre

Foto: Magali Drachler
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O Tribunal do Júri da Comarca de Arroio do Tigre voltou a se reunir nesta terça-feira, 3 de março de 2026, para o julgamento de três réus acusados de homicídio qualificado. Sentaram no banco dos réus Roseli Assunção, sua filha Estefani Tanise Assunção da Rosa e Justino Müller, marido da vítima à época dos fatos.
De acordo com os autos do processo, o crime ocorreu em 17 de agosto de 2020, logo após o meio-dia, na residência do casal, na localidade de Linha São Pedro, interior de Arroio do Tigre. As duas mulheres — mãe e filha — teriam desferido golpes de faca e utilizado pedaços de madeira para agredir Fernanda Winkelmann, 38 anos. A vítima não resistiu às lesões e morreu no local.
Conforme a denúncia, Justino, então marido de Fernanda e pai dos três filhos do casal — que tinham 21, 10 e 2 anos na época —, mantinha um relacionamento extraconjugal com Roseli. O Ministério Público o aponta como mentor intelectual do crime, alegando que ele teria planejado o assassinato em conjunto com as duas acusadas.
Familiares e amigos da vítima se reuniram em frente ao Fórum, exibindo cartazes e camisetas em homenagem a Fernanda e pedindo justiça.
A filha mais velha do casal, Rafaela Müller, hoje com 26 anos, relatou à reportagem que desde a morte da mãe está à frente dos irmãos Amanda, atualmente com 15 anos, e Fernando, de 8 anos. Segundo ela, o maior sonho da mãe era vê-la formada professora.
— O que mais pesa é que o sonho dela era me ver me formando como professora, e isso não aconteceu. Minha mãe fazia tudo pelos filhos, era trabalhadora. Nada era ruim para ela. Quero justiça — afirmou.
Rafaela também falou sobre a relação com o pai, hoje réu no processo.
— Era uma pessoa muito ruim, só sabia xingar e gritar. Meus irmãos sofrem muito, sentem muita falta da mãe — disse.
Ela recorda ainda o momento em que precisaram contar ao irmão mais novo sobre a morte da mãe.
— Eu nunca esqueço quando contamos para ele que a mãe tinha morrido. Ele perguntou se a mãe tinha subido de escada para o céu. Ele tinha dois anos na época — relatou.
A Sessão do júri é presidida pela juíza Márcia Rita de Oliveira Mainardi e teve início às 9h. Um julgamento anterior, realizado em dezembro, acabou sendo cancelado. O júri poderá se estender até essa quarta-feira, 04 de março.
Geração FM

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