Um caminhoneiro de 38 anos que reside no município, no bairro Martini, e retornou na noite de ontem de uma viagem, foi contaminado em Mato Grosso pelo mosquito Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, o vírus causador da febre chikungunya e o Zika vírus.
Segundo informações da Secretaria da Saúde de Espumoso, o homem começou a sentir os sintomas no começo desta semana, e procurou ajuda médica . Ele foi diagnosticado com dengue ainda no Mato Grosso, e apresenta dores musculares e articulares intensas, fraqueza, enjoo e manchas vermelhas na pele, mas está em casa, sob observação das equipes de saúde.
A Secretaria de Saúde foi notificada pelo paciente, e está acompanhando o caso. Na tarde de hoje, 27, está sendo feita aplicação de BRI, inseticida que auxilia no combate do mosquito, na residência e no entorno do local para evitar que ele seja picado e possa transmitir a doença.
Espumoso enfrenta um alerta crítico de dengue em 2026, com foco no aumento de focos do mosquito Aedes aegypti registrado em janeiro. O município intensificou ações após encontrar alto índice de infestação, alertando para casos autóctones (contraídos na cidade) no início do ano, segundo registros da Vigilância Sanitária local.
As equipes de vigilância sanitária e agentes de endemias atuam para combater focos, intensificando a vistoria em todos os bairros, mas conta com a colaboração da comunidade para que olhem seus pátios, eliminem água parada e procurar atendimento médico ao apresentar febre, dores no corpo e manchas vermelhas.
A Coordenadora da Equipe de Endemias, Márcia Liné, informou que as ovitrampas (armadilhas de monitoramento usadas para detectar e controlar o mosquito Aedes aegypti) desse mês foram analisadas nesta quinta-feira. Segundo ela, “a contagem de ovos mais elevada foi no bairro Arroio e no bairro Jardim dos Coqueiros (Norte América).
A Responsável Técnica do setor de Endemias, Letícia Ravasio, informa que “já iniciamos as ações para controle hoje, fazendo visitas e eliminação de focos e agendamento para aplicação de Fludora nas residências do entorno das ovitrampas que deram esses valores maiores”.
Cabe agora à comunidade fazer a sua parte evitando água parada e verificando seu pátio.

Fotos: Divulgação Secretaria de Saúde
