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Missão à Lua: astronautas da Artemis II orbitam a Terra e testam confiabilidade de espaçonave

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Após o início da missão Artemis II, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen estão em órbita ao redor da Terra nesta quinta-feira, onde permanecerão enquanto testam a confiabilidade e a segurança de uma espaçonave que nunca antes transportou seres humanos.

Eles também colocaram à prova suas capacidades de pilotagem manual. O astronauta Victor Glover assumiu o comando da cápsula Orion para simular um acoplamento com outra nave, que transcorreu de maneira perfeita. “É ótimo voar com vocês, Houston. Belo veículo”, disse o piloto Glover.

As equipes também identificaram diversos problemas a serem resolvidos, como “um problema no controlador no vaso sanitário quando foi colocado em funcionamento”, disse o administrador associado da Nasa, Amit Kshatriya, em uma coletiva de imprensa após o lançamento.

O diretor da Nasa, Jared Isaacman, também observou um problema temporário de comunicação com a espaçonave, que já foi solucionado.

Jornada pode iniciar hoje

Se tudo correr bem, a equipe da Artemis II deverá iniciar sua jornada de três dias até a Lua nesta quinta-feira, orbitando-a para capturar novas imagens e fazer observações.

A viagem estabelece uma série de marcos históricos. A primeira pessoa negra, a primeira mulher e o primeiro não americano participam de uma missão lunar.

Se a missão transcorrer segundo o previsto, os astronautas vão bater um recorde, ao se aventurar mais longe da Terra que qualquer ser humano antes.

Também é o primeiro voo tripulado do novo foguete lunar da Nasa, batizado como Space Launch System (SLS).

O gigantesco foguete é projetado para permitir que os Estados Unidos retornem de forma reiterada à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que sirva como uma plataforma para futuras missões de exploração.

O lançamento da missão estava inicialmente previsto para fevereiro. Mas contratempos repetidos o frearam e, inclusive, obrigaram o retorno do foguete ao seu hangar para análises e reparos.

Segundo as autoridades locais, esperava-se que cerca de 400 mil pessoas se reunissem perto da chamada Costa Espacial para testemunhar a histórica decolagem.

Decolagem acompanhada por multidões

A missão da Nasa é a primeira viagem à Lua em 53 anos. O foguete Space Launch System, com 32 andares de altura, decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, onde dezenas de milhares de pessoas se reuniram para testemunhar o início desta nova era. Multidões também lotaram as ruas e praias ao redor, numa cena que lembrava as missões Apollo à Lua nas décadas de 1960 e 70. Este é o maior passo dado pela Nasa até o momento rumo ao objetivo de fixar uma presença permanente na Lua.

O grupo de astronautas viajará milhares de quilômetros além da Lua, farão uma curva em U e retornarão em linha reta. Nada de orbitar a Lua, nada de parar para uma caminhada lunar – apenas uma rápida viagem de ida e volta com duração inferior a 10 dias. A Nasa promete mais pegadas na poeira lunar, mas não antes de algumas missões de treinamento

Atrasos e custos extras

O programa Artemis foi marcado por atrasos e enormes custos extras. E também está sob a pressão do presidente Donald Trump, que acelerou o ritmo desse projeto ambicioso, cuja meta é ver pegadas na superfície lunar antes de 2029, quando termina seu segundo mandato.

Os objetivos da Artemis II incluem verificar que tanto o foguete quanto a nave espacial estejam em perfeito estado de funcionamento, com a esperança de abrir o caminho para um retorno e uma alunissagem em 2028.

Esse prazo gera ceticismo entre os especialistas, em parte porque depende dos avanços tecnológicos do setor privado.

A atual era de esforços para chegar à Lua nos Estados Unidos tem sido descrita frequentemente como um empenho para competir com a China, que pretende levar humanos à Lua até 2030.
Fonte: Correio do Povo.

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