O homem suspeito de abrir fogo e tentar invadir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que teve a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve comparecer à Justiça nesta segunda-feira (27/4), para a audiência inicial do caso.
Identificado como Cole Tomas Allen, um professor de 31 anos, o suspeito é morador da Califórnia e deve se apresentar à Justiça federal em Washington, capital norte-americana. A informação foi confirmada pela procuradora do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, segundo o Wall Street Journal.
De acordo com o veículo, o suspeito deve responder, inicialmente, por duas acusações: uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais com arma perigosa. Outras denúncias ainda podem ser apresentadas ao longo da investigação.
O ataque aconteceu na noite de sábado (25/4), no hotel Hilton Washington, durante o evento anual que reúne jornalistas e autoridades do governo. O homem avançou armado contra o bloqueio de segurança, na entrada principal, e trocou tiros com agentes, antes de ser contido.
O episódio provocou a retirada imediata de Trump e de outras autoridades do local. Um agente federal chegou a ser atingido, mas foi protegido por colete à prova de balas.
Allen enviou um manifesto aos familiares cerca de 10 minutos antes do ataque. Ele afirmou acreditar que era seu dever matar o presidente norte-americano e funcionários do governo.
No texto, ele também pediu desculpas pelo que faria e descreveu uma espécie de “lista de alvos”, ao afirmar que funcionários do governo seriam atacados em ordem de hierarquia, com exceção de Kash Patel, diretor do FBI.
“Funcionários do governo (exceto o Sr. Patel): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo.” Allen acrescentou a seguinte mensagem: “Sinto raiva ao pensar em tudo o que esta administração fez”.
Metrópoles


