O lançamento recente do álbum da Copa do Mundo de 2026 impulsionou uma onda de golpes na internet envolvendo a venda de figurinhas e do livro ilustrado da editora Panini.
Segundo dados da Kaspersky, ao menos 160 sites fraudulentos que simulam páginas oficiais de venda de figurinhas já foram identificados até meados de maio. O número representa um crescimento de cerca de 700% em relação ao levantamento feito até 23 de abril, quando havia cerca de 20 páginas detectadas.
Os domínios falsos reproduzem o visual, a identidade e até o fluxo completo de compra dos sites oficiais, atraindo vítimas com preços muito abaixo do mercado ou promoções consideradas “imperdíveis”. Em alguns casos, as páginas também incluem elementos de credibilidade, como supostos CNPJs, endereços e canais de contato no rodapé.
O objetivo dos criminosos é roubar dinheiro e dados dos consumidores. Durante o processo de pagamento, as vítimas são geralmente direcionadas a transferências via PIX, com valores enviados a contas de “laranjas” em fintechs. Após o recebimento, o dinheiro costuma ser rapidamente distribuído entre diversas contas, o que dificulta o rastreamento.
“A popularidade da coleção e o apelo emocional dos fãs tornam esse tipo de golpe ainda mais convincente. Os criminosos exploram a pressa, o medo de ficar de fora e a busca por bons preços”, afirmou o pesquisador-chefe de segurança da Kaspersky para América Latina e Europa, Fabio Assolini.
Segundo a empresa, os sites fraudulentos foram identificados no Brasil, em Portugal e em outros países da América Latina. Na Colômbia, os golpes também circulavam por aplicativos como o WhatsApp e por anúncios em redes sociais como o Instagram.
A editora Panini informou que tem atuado para retirar do ar páginas falsas e reforçou que os consumidores devem comprar apenas por canais oficiais e parceiros autorizados, como Amazon, Magazine Luiza e Mercado Livre.
Cresce também a circulação de figurinhas falsas
Além dos golpes digitais, também foram registrados casos de venda de figurinhas falsificadas. Em situações assim, o consumidor recebe o produto, mas com cromos adulterados, cores diferentes ou até verso em branco, fora do padrão oficial.
Na semana passada, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200 mil cromos falsificados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O material foi periciado e depois inutilizado.
Especialistas alertam para cuidados
Entre as principais recomendações estão evitar clicar em links recebidos por redes sociais, mensagens ou e-mails, e sempre digitar o endereço oficial diretamente no navegador. Pequenas alterações no domínio podem indicar fraude.
Também é indicado ativar alertas bancários para monitorar movimentações em tempo real e usar ferramentas de segurança digital que ajudem a bloquear sites suspeitos e proteger dados pessoais.
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