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Decretada prisão preventiva de investigado por tentativa de feminicídio contra a mãe, em Caxias do Sul

Foto: Terdag Media
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A 1ª Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul (Serra Gaúcha) converteu em preventiva a prisão em flagrante de um homem investigado por tentativa de feminicídio contra a própria mãe, de 70 anos. Conforme ocorrência policial, por volta das 6h da manhã de segunda-feira (17) a vítima foi esfaqueada no tórax quando estava em casa, na rua dos Cristais (bairro Villa-Lobos). Ela passou por cirurgia e permanece hospitalizada.

Na decisão assinada pela juíza Isabela de Paiva Pessôa Loureiro consta que o homem, de 47 anos, fugiu mas acabou localizado na rodovia federal BR-116, horas depois, com a arma dentro de uma mochila. Testemunhas o identificaram como autor do crime.

A magistrada considerou suficientes para fundamentar a prisão preventiva os elementos de materialidade e indícios de autoria. Também levou em consideração a gravidade da conduta, o uso de faca, a idade da vítima e o risco de reincidência por parte do agressor, que deverá ser submetido a avaliação psiquiátrica especializada – ele inclusive apresentou comportamento indicativo de surto psicótico ao ingressar no estabelecimento prisional.

Esse conjunto de fatos, na avaliação de Isabela de Paiva Pessôa Loureiro, não dão margem à adoção de medidas cautelares alternativas à prisão. O caso prossegue sob investigação da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). Até o fim da noite desse quinta-feira (20), não haviam sido divulgadas atualizações sobre o estado de saúde da idosa.

Cachoeira do Sul

No Vale do Jacuí, um júri popular em Cachoeira do Sul condenou dois homens pela execução a tiros – cometidas por engano – de pai e filho, em março de 2024. As penas são de 27 e 21 anos, respectivamente, para o autor dos disparos e ao responsável pelo levantamento e identificação equivocada do alvo.

A dupla pretendia matar um funcionário de estabelecimento denominado “Lancheria Amsterdam”, local do crime. Mas acabou assassinando Vinícius Kochenborger Silva. Já Luis Alberto da Silveira Silva foi atingido ao tentar defender o filho o faleceu dias depois.

Os jurados reconheceram meio cruel, recurso que dificultou a defesa, uso de arma de fogo restrita e, no caso de Luis Alberto, crime para assegurar a impunidade de outro delito. Mas o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ingressou com recurso para que sejam ampliados ambos os tempos de reclusão, por considerar que ficaram aquém da devida punição aos réus.

O Sul

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