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Após quase 50 anos, mãe que vive hoje em Porto Alegre procura filho entregue para adoção em Soledade

Foto: Reprodução
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O tempo não apagou o amor, nem a esperança. Maria Borges Muniz, hoje com 66 anos, vive em Porto Alegre, mas carrega no peito uma dor que atravessa quase meio século: a saudade do filho que precisou entregar para adoção quando ele ainda era bebê.

Na década de 1970, morando em Soledade e enfrentando sérias dificuldades financeiras e emocionais, Maria tomou a decisão mais difícil da sua vida. Sem ter condições de criar o filho sozinha, confiou a ele a uma família da própria cidade, acreditando que ele teria uma vida melhor.

“Eu dei o nome de Junior e família mudou para Luciano. Foi a decisão mais dolorosa da minha vida. Fiz por amor, achando que era o melhor. Mas nunca deixei de pensar nele. Nunca deixei de amar meu filho”, diz Maria, com os olhos marejados.

Alguns anos depois, Maria se mudou para Porto Alegre e, com a distância, perdeu completamente o contato com a família que havia adotado Luciano. Desde então, ela não teve mais nenhuma notícia. Agora, quase 50 anos depois, ela acredita que o filho ainda possa estar em Soledade ou região, e faz um apelo público na esperança de reencontrá-lo.

“Não quero tirar nada dele, só quero dizer que ele nunca foi esquecido. Só quero abraçá-lo, olhar nos olhos dele e dizer: ‘eu te amo, meu filho.’”

Maria pede a ajuda da comunidade de Soledade e das cidades vizinhas para compartilhar sua história.
Se você conhece alguém que foi adotado em Soledade nos anos 70 e pode ter sido registrado com outro nome, talvez Luciano, entre em contato. Uma mãe espera por esse reencontro há 50 anos.

Informações podem ser repassadas diretamente à família ou às autoridades locais.

Jornal Informativo Regional

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