A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decretou nesta terça-feira, 3, a prisão do rapper Mauro Nepomuceno, o Oruam.
O artista é filho do traficante Marcinho VP, do Comando Vermelho.
Segundo a decisão, Oruam violou a tornozeleira eletrônica 22 vezes.
“Violações ao monitoramento eletrônico revelando um padrão reiterado de negligência com o equipamento de monitoramento, consubstanciado em múltiplos episódios de ‘Fim de bateria’ com durações expressivas em um curto espaço de tempo (outubro e novembro de 2025), totalizando, até o último relatório, 22 incidentes, com períodos extensos sem monitoramento”, disse a juíza.
Habeas corpus revogado
A decisão foi proferida após ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogar o habeas corpus que beneficiava o cantor.
Paciornik havia mandado soltar Oruam por considerar que a prisão preventiva foi mantida com base em fundamentação insuficiente.
O magistrado revogou o habeas corpus por entender que Oruam descumpriu reiteradamente o monitoramento eletrônico, deixando a bateria da tornozeleira descarregar por longos períodos.
Para a Corte, a atitude do cantor inviabilizou a fiscalização judicial, configurando em risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal.
A defesa de Oruam alega que “não houve qualquer desligamento proposital da tornozeleira” e que o equipamento estava com problemas.
Os crimes de Oruam
O filho de Marcinho VP foi indiciado por sete crimes –tráfico de drogas, associação ao tráfico, lesão corporal, resistência qualificada, dano ao patrimônio público, ameaça e desacato– após impedir a apreensão de um adolescente procurado por roubo.
Identificado como Menor Piu, o adolescente, que estava na mansão do artista no Joá, é apontado como um dos seguranças do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos chefes do Comando Vermelho (CV).
O Antagonista






