Até a manhã de ontem (terça-feira, 12), Carazinho computava 857 casos suspeitos de dengue. Desde o fim de janeiro, quando o primeiro caso da doença transmitida pelo Aedes aegypti foi confirmada, 435 pessoas tiveram exame positivo. Apenas 25 exames deram negativos. Ainda aguardam por resultado, 397 coletas.
Carazinho jamais teve números tão expressivos em relação a dengue e eles podem ser maiores já que existe subnotificação. Algumas pessoas apresentam sintomas, podem estar com a doença, mas resistem em procurar ajuda médica. Além disso, alguns procuram assistência, mas depois não realizaram coleta de sangue para saber se estão com dengue ou não, ou sequer atendem as ligações da secretaria da Saúde para fazer o agendamento.
A enfermeira chefe da Vigilância Epidemiológica, Márcia Smaniotto, relatou em entrevista à Rádio Diário AM 780, que neste momento praticamente todos os bairros da cidade já registram casos. Ela esclareceu que a dengue não é transmitida de pessoa para pessoa, como ocorre com outras doenças virais como Influenza e Covid-19. A transmissão ocorre entre mosquito e ser humano.
“Por isso é importante que as pessoas usem repelente, especialmente aquelas que estão com sintomas, para que o mosquito não pique alguém contaminado, se contamine e passe a doença, sendo vetor de novos casos”, colocou.
Desde que a onda de contaminação começou, algumas pessoas precisaram de internação, mas conforme Márcia, nenhum caso de extrema gravidade e todos acabaram tendo alta.
*Informações de Diário da Manhã – (Veja).






