O Supremo Tribunal Federal definiu André Mendonça como novo relator da investigação do Banco Master. A definição ocorre após reunião que também levou Dias Toffoli a abandonar o comando do caso.
No relatório apresentado ao STF sobre as menções ao ministro Dias Toffoli encontradas na investigação do Banco Master, a Polícia Federal apontou como fundamentação jurídica a possível existência de indícios de crimes nos fatos. Também citou a possibilidade de suspeição.
A PF entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com base em diálogos extraídos no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As conversas incluem menções de Vorcaro a Toffoli no contexto de pagamentos a uma empresa do ministro e diálogos diretos entre Vorcaro e Toffoli.
O relatório está sob sigilo. O ministro afirmou, em nota, que não tem relação de amizade com o empresário e classificou de ‘ilações’ os fatos apresentados pela PF. Na introdução do relatório, a PF citou como um dos fundamentos jurídicos para justificar a entrega do material ao presidente do STF o artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura. Esse artigo cita explicitamente a conduta a ser adotada no caso de indícios de crimes envolvendo magistrados.
Correio do Povo






