Pelo menos sete feminicídios ocorreram no Rio Grande do Sul desde o início de janeiro. Destes, cinco foram registrados entre o último domingo e essa terça-feira. A cifra representa média de uma mulher morta a cada três dias em 2026, superando os seis casos que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) contabilizou em dezembro do ano passado no território gaúcho.
Neste mês, duas das ocorrências aconteceram em menos de 24 horas, ambas na zona sul de Porto Alegre, onde as vítimas foram esfaqueadas por seus respectivos ex-companheiros. Os outros cinco registros ocorreram em Muitos Capões, Sapucaia do Sul, Guaíba, Canguçu e Santa Rosa. Também houve o assassinato de uma sétima mulher em Bento Gonçalves, mas o caso é investigado como homicídio, de acordo com a Polícia Civil.
Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte
Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte | Foto: Arquivo Pessoal / Redes Sociais
A bombeira civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, 31 anos, foi a primeira vítima de feminicídio no território gaúcho neste ano, em 3 de janeiro. Ela foi morta com sete facadas dentro de casa, em Guaíba, na Região Metropolitana. Deixou um filho de dez anos. Um homem de 44 anos, companheiro dela, foi preso preventivamente.
Letícia Foster Rodrigues
Letícia Foster Rodrigues | Foto: Arquivo Pessoal
Letícia Foster Rodrigues, 37 anos, teve o corpo encontrado em uma plantação de soja no dia 13 de janeiro, na área do primeiro distrito de Canguçu, no Sul gaúcho. Ela tinha ferimento de corte no pescoço. Um homem de 36 anos, novamente companheiro da vítima, foi preso. O casal tem um filho de quatro anos.
Marinês Teresinha Schneider
Marinês Teresinha Schneider | Foto: Arquivo Pessoal
Marinês Teresinha Schneider, 54 anos, foi alvejada com revólver no dia 18 de janeiro, em Santa Rosa, no Noroeste gaúcho. De acordo com a Polícia Civil, um homem de 57 anos, ex-companheiro da vítima, teria invadido a casa dela e cometido o crime. Ele se entregou à Delegacia da Mulher no dia seguinte.






