Subiu para 24 o número de mortos na operação na Vila Cruzeiro, na Penha, nesta terça-feira (24). Dois suspeitos internados sob custódia no Hospital Estadual Getúlio Vargas morreram na madrugada desta quarta (25). A Secretaria Estadual de Saúde informou que quatro pacientes permanecem internados, dois deles em estado grave.
A ação envolveu agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, com apoio de blindados e de um helicóptero. De acordo com a PM, a incursão tinha como objetivo prender chefes do Comando Vermelho de diferentes estados que estariam escondidos na Vila Cruzeiro — de onde comandariam o crime organizado pelo país. Ninguém foi preso, mas foram apreendidos 13 fuzis, quatro pistolas, 12 granadas e 20 veículos supostamente de criminosos.
Segundo o secretário da Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Marinho, a operação ainda estava em planejamento, mas foi antecipada diante da suspeita de que os traficantes estariam preparando a invasão de outra comunidade. Segundo ele, a polícia foi recebida a tiros e “houve confronto”.
Na ação, uma bala matou Gabriele Ferreira da Cunha, de 41 anos, atingida dentro de casa, na comunidade da Chatuba, vizinha da Vila Cruzeiro. Os demais mortos, de acordo com a polícia, seriam bandidos.
Segundo moradores, a operação começou pouco depois das 4h, com o apoio de um helicóptero blindado. Dezenove escolas da região não tiveram aulas. O comércio ficou parcialmente fechado e muita gente não conseguiu sair para trabalhar. Vídeos que circulam nas redes sociais mostraram a troca de tiros e moradores levando feridos ao hospital por conta própria.






