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Conselho da ONU exige suspensão de venda de armas a Israel e manifesta preocupação com crimes de guerra

Foto: Jack Guez/AFP
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O Conselho de Direitos Humanos da ONU exigiu, nesta sexta-feira, a interrupção da venda de armas a Israel, apontando o risco de novas violações do direito humanitário internacional e de direitos humanos em Gaza, onde mais de 33 mil palestinos morreram desde outubro, quando o país declarou guerra ao Hamas, após o atentado de 7 de outubro. É a primeira vez que o órgão da ONU toma partido no conflito, embora não tenha meios de obrigar o cumprimento da resolução.

A resolução foi aprovada com 28 votos a favor, seis contra — incluindo Estados Unidos e Alemanha — e 13 abstenções, dentre as quais de França, Índia e Japão.

— Um voto sim é um voto a favor do Hamas — disse a embaixadora de Israel no CDH, Meirav Shahar.

Em contrapartida, o representante palestino na organização, Ibrahim Mohammad Khraishi, defendeu a medida acusando Israel de cometer genocídio em Gaza.

— Temos que despertar e por fim a este genocídio retransmitido ao vivo pelas televisões de todo o mundo — afirmou Khraishi.

A resolução, apresentada pelo Paquistão e apoiada por Bolívia, Cuba e Autoridade Palestina, foi modificada na quinta-feira para evitar a referência a noção de genocídio em várias passagens do texto. No entanto, manteve a manifestação de “profunda preocupação ante as informações que apontam graves violações de direitos humanos e violações graves do direito internacional humanitário, em particular eventuais crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.

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