A Corsan iniciou a adoção de um novo modelo de faturamento em municípios do Rio Grande do Sul, passando a emitir as contas de água a cada 45 dias. A mudança, que substitui o modelo mensal tradicional, já começou a impactar consumidores, que relatam aumento significativo nos valores das faturas.
Mudança no período de cobrança
Com a nova sistemática, a leitura do consumo passa a abranger aproximadamente um mês e meio, concentrando em uma única fatura o valor correspondente a 45 dias de utilização. Embora o consumo proporcional mensal possa permanecer semelhante, o valor total da conta tende a ser mais elevado por reunir um período maior.
Por que as contas ficaram mais altas?
Entre os principais fatores apontados para o aumento percebido pelos consumidores estão:
Ampliação do período de consumo incluído na fatura;
Possível crescimento no uso de água nas residências;
Aplicação de reajustes tarifários anteriores;
Mudança de faixa de consumo, o que pode elevar o valor cobrado por metro cúbico.
Especialistas explicam que, em sistemas de cobrança por faixa, quando o consumo ultrapassa determinados limites, o valor unitário pode sofrer acréscimo, impactando diretamente no total da conta.
Críticas e questionamentos
A mudança também gerou críticas por parte de consumidores em diversas cidades gaúchas. Entre as principais reclamações estão:
Falta de informação prévia clara sobre a alteração no ciclo de faturamento;
Dificuldade de planejamento financeiro diante de contas mais altas em valor absoluto;
Questionamentos sobre possíveis impactos nas faixas tarifárias;
Relatos de surpresa com o novo modelo de cobrança.
Alguns consumidores defendem que a alteração deveria ter sido amplamente comunicada antes da implementação, com explicações detalhadas sobre como funcionaria a transição do modelo mensal para o ciclo de 45 dias.
Orientação aos usuários
A orientação é que consumidores que tenham dúvidas sobre valores, consumo registrado ou enquadramento tarifário procurem os canais oficiais de atendimento da Corsan para solicitar esclarecimentos ou eventual revisão da fatura.
A mudança integra um processo de adequação operacional da companhia no Estado, mas segue repercutindo entre usuários que cobram mais transparência e previsibilidade nas cobranças.
A Folha Não-Me-Toque


