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Corsan recebe proposta de compra na bolsa de valores e vai a leilão na próxima terça

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A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) recebeu proposta de compra nesta quinta-feira (15) na B3, a bolsa de valores de São Paulo, e vai a leilão em sessão pública na próxima terça (20), com preço mínimo de R$ 4,1 bilhões. Não foi divulgado o número de interessados.

Com o vaivém jurídico dos últimos dias, havia certa apreensão no Palácio Piratini de que possíveis investidores pudessem ser afugentados, o que não se confirmou.

As informações foram comentadas pelo chefe da Casa Civil, Artur Lemos. Ele diz que o governador Ranolfo Vieira Junior “provavelmente” estará em São Paulo para acompanhar presencialmente o leilão na semana que vem.

— Teremos abertura de envelope no dia 20. Vamos com a expectativa de que o lance reverta ao Estado um bom valor, para que possamos fazer investimentos. Posso dizer que sim, há proposta, mas não posso dizer quantas nem de quem — afirmou.

iniciativas já em andamento. O sindicato que reúne os trabalhadores do setor ainda alega uma situação de possível insegurança jurídica. Dos 307 contratos ativos da Corsan, somente 76 municípios aprovaram a privatização. E, em relação ao saneamento, quem detém a concessão do serviço é o município.

Valores

Em outra crítica à privatização, o Sindiágua afirma que, nos próximos 20 anos, a Corsan tem R$ 117 bilhões de receita para receber dos 307 contratos ativos com municípios gaúchos. Arilson Wünsch, presidente da organização, diz que o negócio será melhor para o investidor, que terá de desembolsar um valor mínimo de R$ 4,1 bilhões, sem contar os ágios dos lances.

Lemos rebate, cita o custo da operação, os passivos da estatal, possíveis distorções na administração e a capacidade limitada de investimento.

— Por que não trazem também a despesa desse período? Por que não trazem o cerca de R$ 1 bilhão em despesas trabalhistas? Ou os R$ 2 bilhões em dívidas com a previdência? Os dados desfavoráveis não são trazidos. Isso não é bom. Parece que querem depreciar o ativo — lamenta Lemos.

Fonte: ZERO HORA

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