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Em 24 horas, oito alunos passam mal devido ao calor em escola de Santa Maria

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Três alunos do Colégio Estadual Manuel Ribas passaram mal na manhã desta terça-feira (25) por conta do calor que faz em Santa Maria. Outros cinco tiveram sintomas de queda de pressão e tontura na tarde de segunda-feira (24), quando a cidade registrou temperatura de 36,4ºC. Uma adolescente precisou ser encaminhada para a UPA da cidade.

O colégio conhecido como Maneco é um dos maiores e mais tradicionais da cidade, localizado no Centro, atendendo mais de 800 alunos nos três anos no Ensino Médio.

Os estudantes que sentiram mal-estar foram levados para a sala do Serviço de Orientação Educacional (SOE), que é climatizada. Das 20 salas de aula da escola, o ar-condicionado não funciona em oito. Nesta terça, técnicos avaliavam os equipamentos para fazer a manutenção.

As salas sem os aparelhos ficaram com ventiladores. Algumas turmas foram realocadas para o Salão Nobre da escola e para o Laboratório de Robótica, pois os espaços também tem ar-condicionado funcionando.

Em Santa Maria, a temperatura registrada chegou a 35ºC durante a manhã, com sensação térmica de 38ºC.

Secretaria mantém aulas durante onda de calor

Nesta terça, a secretária da Educação do Rio Grande do Sul, Raquel Teixeira, anunciou a manutenção das aulas nas escolas da rede estadual, mesmo com a previsão de temperaturas elevadas durante a terceira onda no Estado.

A decisão foi comunicada após uma reunião da pasta com o Cpers (sindicato dos professores estaduais), que pedia a suspensão das aulas.

A secretária afirmou que a pasta encaminhou orientações às escolas com medidas a serem adotadas em dias de calor extremo, que preveem, entre outras medidas, a alteração de horários de entrada e saída dos estudantes e adaptações de atividades.

Orientações da Secretaria da Educação para dias de calor extremo:

  • Possibilidade de antecipar ou adiar o horário de entrada e saída para evitar os momentos mais quentes do dia;
  • As atividades físicas também devem ser substituídas;
  • As escolas técnicas que realizam práticas pedagógicas em ambiente externo devem evitar os horários de pico de calor e reorganizar o formato das aulas;
  • As Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) devem adotar ações que correspondam à realidade das diferentes regiões, incentivando visitas presenciais nas escolas, onde equipes de servidores avaliarão as condições de atendimento;
  • Ampliação do acesso à hidratação, adaptação do cardápio da merenda escolar e reorganização das atividades ao ar livre, priorizando espaços cobertos e ventilados.

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