A falta de chuva aliada às altas temperaturas deve agravar o quadro de estiagem no Rio Grande do Sul ao longo do mês de fevereiro. A tendência, segundo análises meteorológicas, é de manutenção de períodos prolongados de tempo seco, com precipitações mal distribuídas e volumes insuficientes para recuperar a umidade do solo.
O calor intenso acelera a evaporação e reduz rapidamente as reservas hídricas, afetando rios, açudes e lençóis freáticos. Mesmo em regiões onde a estiagem ainda é considerada pontual, o cenário preocupa e pode evoluir para um quadro mais severo nas próximas semanas.
As áreas do Oeste, Campanha e Noroeste do Estado estão entre as mais vulneráveis, com níveis de umidade do solo abaixo da média para o período. A persistência do tempo seco pode provocar perdas significativas na agricultura, especialmente nas lavouras de soja, milho e nas pastagens, além de impactar a produção de leite.
Modelos de previsão indicam que sistemas meteorológicos capazes de provocar chuvas mais abrangentes devem permanecer afastados do Estado durante grande parte de fevereiro. Com isso, cresce o risco de agravamento da estiagem e de reflexos no abastecimento de água em municípios menores e no interior.
O monitoramento segue contínuo, enquanto autoridades e setores produtivos acompanham a evolução do cenário climático diante da possibilidade de intensificação da estiagem ao longo do mês.
*Agora no Vale






