PUBLICIDADE

Espumosense, estudante de doutorado da PUCRS, é premiada com bolsa de estudos do Google

Compartilhe este post

No mês de outubro, o Programa de Pós-Graduação (PPG) em Ciência da Computação da PUCRS celebrou uma grande novidade. A estudante Rafaela Ravazio foi uma das selecionadas no Programa de Doutorado do Google (Google PhD Fellowship Program), uma oportunidade que disponibilizará mais de US$ 10 milhões para apoiar 255 doutorandos de 35 países. A aluna foi contemplada na área de Saúde (Health Research) e continuará sua tese, sob orientação do professor Rodrigo Barros, com bolsa de estudos e mentorias.  Rafaela é espumosense, filha de Fabricia Cappelari e Diogo Ravazio.

O Programa do Google visa incentivar e subsidiar as pesquisas de estudantes de pós-graduação no campo da Ciência da Computação e áreas relacionadas, buscando reconhecer pesquisadores que demonstram potencial para influenciar o futuro da tecnologia por meio de seus estudos.

Os selecionados contarão com financiamento por até dois anos. Além disso, os doutorandos terão suporte de um mentor do Google ao longo do Programa e conexões com uma ampla comunidade acadêmica. Esta edição premiou pesquisadores em doze áreas.

Para Rafaela, o resultado foi uma surpresa: “Eu não acreditava. Pensei que estivesse enganada. Depois que caiu a ficha”.

A iniciativa existe há 16 anos e já apoiou mais de 950 estudantes em todo o mundo, de 44 países e 227 instituições. Este ano, pela primeira vezalunos da América Latina e do Oriente Médio foram contemplados, além das nove regiões já existentes (África, Austrália, Ásia  Oriental, Canadá, Estados Unidos, Europa, Índia, Nova Zelândia e Sudeste Asiático).

Os doutorandos da América do Sul terão US$ 15 mil por ano (R$ 85 mil) para cobrir atividades relacionadas à pesquisa e cobre custos educacionais, incluindo despesas de viagem nacionais e internacionais, com previsão de início para dezembro deste ano.

Graduada em Física com linha de formação em Física Médica pela Universidade, a aluna dedica sua vida à ciência há anos. O primeiro contato com a pesquisa foi na Iniciação Científica (IC) durante a graduação. Ao longo de sua trajetória, Rafaela atuou em instituições como o Hospital São Lucas (HSL), mas sentiu falta do meio acadêmico. Foi nessa virada de chave que retornou à PUCRS, onde realizou seu mestrado em Gerontologia Biomédica, trabalhando com imagens de tomografia computadorizada para prognóstico de intubação em casos de COVID-19, o que marcou seu primeiro contato com o aprendizado de máquina (Machine Learning).

Na PUCRS, Rafaela atua no Laboratório de Machine Learning (MALTA), um grupo de pesquisa vinculado à Escola Politécnica e ao PPG em Ciência da Computação da Universidade.

Em seu projeto de doutorado, a estudante busca unificar dados genômicos (DNA), transcriptômicos (RNA), proteômicos e metabolômicos em uma única representação, como um “mapa”, a fim de encontrar padrões de doenças e separar grupos de pacientes.

Isso significa reunir diferentes tipos de dados biomédicos, como dados do DNA, da atividade dos genes, das proteínas e das substâncias químicas do organismo, utilizando algoritmos de Inteligência Artificial (IA) aplicados à Doença de Parkinson.

A ideia é entender o porquê de pessoas com a mesma enfermidade reagirem de diferentes formas a um tratamento. A teoria é que o Parkinson, na verdade, é formado por sub-doenças diferentes — como o câncer — e que o uso de IA, alinhado a esses dados, pode ajudar a validar essa hipótese. Além disso, o MALTA conta com financiamento da Fundação Michael J. Fox para desenvolver essa abordagem na pesquisa do mal de Parkinson.

Para o processo seletivo da bolsa de estudos, Rafaela submeteu o projeto, currículo e cartas de recomendação — no período de uma semana.

“Foi bem engraçado. A gente não ficou sabendo do programa muito cedo, então, uma semana antes do prazo, o Rodrigo, meu orientador, enviou o anúncio do edital e falou: ‘Ah, acho que seria interessante mandar’. E daí eu: ‘Vamos ver no que dá’”, comenta ela. 

Atualmente, Rafaela está em Londres, na Inglaterra, em período sanduíche, estudando mais sobre sua tese até março de 2026.

Portal PUC RS

Leia mais

PUBLICIDADE