Em maio deste ano, os registros de estelionato no estado do Rio Grande do Sul apresentaram uma queda significativa de 17,6%. Durante o período, as polícias gaúchas registraram 7.032 ocorrências desse tipo de crime, em comparação com as 8.534 ocorrências registradas no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, os números também apresentaram uma redução, com 35.554 ocorrências entre janeiro e maio de 2023, em comparação com as 40.178 ocorrências no mesmo período de 2022, representando uma diminuição de 11,51%.
Segundo a Polícia Civil, essa queda nos registros de estelionato se deve a uma série de fatores, incluindo um aumento na conscientização da população sobre os golpes e os esforços da instituição para combater esses crimes. No entanto, o delegado Thiago Albeche, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos e Defraudações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), ressalta a importância de avançar ainda mais no combate a esse tipo de delito.
Apesar da redução nos casos de estelionato, um novo alerta surge em relação ao chamado “golpe do precatório”. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, emitiu um alerta recente para pessoas que possuem precatórios ou Requisições de Pequeno Valor (RPVs) a receber. Nesse golpe, criminosos entram em contato com as vítimas, se passando por advogados ou representantes de escritórios de advocacia, solicitando um pagamento antecipado para a liberação do precatório ou RPV. A justificativa usada pelos golpistas é que as vítimas devem arcar com os honorários dos supostos advogados.
O TRF4 enfatiza que esse procedimento é falso e que não exige nenhum pagamento antecipado por parte dos cidadãos para a liberação de precatórios e RPVs nos processos da Justiça Federal da 4ª Região. O delegado Albeche relata que não registrou ocorrências desse tipo envolvendo o TRF4, mas casos de golpes relacionados à Justiça estadual chegaram à delegacia.
O golpe do precatório utiliza nomes de advogados, escritórios, números de OABs e números de processos verdadeiros para confundir e enganar as vítimas. O TRF4 orienta as pessoas a não repassarem informações pessoais, não efetuarem pagamentos e não clicarem em links desconhecidos enviados pelos golpistas. Além disso, é possível verificar informações junto a profissionais da área jurídica e utilizar a página do TRF4 para consultar precatórios e RPVs, acompanhando o andamento dos processos e obtendo todas as informações sobre o saque dos valores.
Em geral, para evitar cair em golpes, é importante estar atento a propostas vantajosas que envolvam pressa por parte dos golpistas, não enviar dados pessoais ou cópias de documentos para desconhecidos, verificar imóveis antes de fechar negócios de aluguel, desconfiar de sites que aceitam apenas pagamentos por boleto ou transferência e de publicações na internet com preços muito abaixo do mercado. Além disso, é essencial garantir que as transações sejam seguras, conferindo informações como nomes de destinatários e evitando repassar códigos recebidos no celular.
Em caso de suspeita de golpe, é recomendado registrar a ocorrência, reunindo todas as informações que possam servir como provas, como dados bancários, conversas por mensagens e fotografias. O uso da Delegacia Online pode facilitar o processo de registro. É fundamental também orientar familiares idosos sobre os golpes mais comuns e como se prevenir deles.
Com informações: Fernando Kopper
Fonte: Gaúcha ZH






