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Estudo aponta aumento da mortalidade por dengue cresce entre idosos no RS nos últimos quatro anos

Striped mosquitoes are eating blood on human skin. Mosquitoes are carriers of dengue fever and malaria.Dengue fever is very widespread during the rainy season.
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O Rio Grande do Sul enfrenta um aumento preocupante na taxa de mortalidade por dengue entre idosos. Um estudo da Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), publicado na revista científica IJID Regions, revelou que a letalidade da doença no estado é maior em comparação a regiões com histórico mais crítico, como Pernambuco e Rio de Janeiro.

 

Mortalidade entre idosos preocupa especialistas

O estudo apontou que o Rio Grande do Sul, historicamente menos afetado pela dengue, apresentou um aumento significativo nos casos e óbitos entre 2021 e 2024. Entre os fatores que explicam essa tendência estão:

Maior proporção de idosos no estado;
Baixa conscientização para o diagnóstico e tratamento precoce;
Dificuldades no manejo de pacientes idosos com dengue grave.

Outro achado importante do estudo é que não houve alterações significativas nos sorotipos e genótipos do vírus da dengue no estado. Isso indica que o aumento da mortalidade não está ligado a mutações do vírus, mas sim a fatores estruturais e populacionais.

Números alarmantes

 

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), o RS registrou, em 2024, mais de 206 mil casos confirmados de dengue e 281 óbitos, o maior número da história. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) revelam que 217 dessas mortes ocorreram entre idosos, representando mais de 70% do total.

Casos e óbitos por dengue no RS (2021-2024)
2024: 208.217 casos confirmados | 281 óbitos (217 idosos)
2023: 38.737 casos confirmados | 54 óbitos (38 idosos)
2022: 67.346 casos confirmados | 66 óbitos (52 idosos)
2021: 10.625 casos confirmados | 11 óbitos (8 idosos)

A maioria das vítimas fatais em 2024 tinha mais de 60 anos, reforçando a vulnerabilidade dessa faixa etária frente à doença.

Medidas de prevenção e conscientização

Diante do aumento expressivo de casos e óbitos, a Secretaria da Saúde tem intensificado ações de prevenção, incluindo:

Campanhas para eliminar focos do Aedes aegypti;
Capacitação de profissionais da saúde;
Reforço na atenção primária para diagnóstico precoce.

“O diagnóstico rápido é essencial, especialmente para os idosos, que não podem receber a vacina contra a dengue. A conscientização da população é fundamental para reduzir os índices de mortalidade”, destaca Gabriel Wallau, pesquisador da Fiocruz.

Principais sintomas da dengue

Os especialistas alertam para a importância de buscar atendimento médico ao perceber os primeiros sinais da doença, que incluem:

Febre alta (39ºC a 40ºC);
Dor de cabeça e dor atrás dos olhos;
Dores no corpo e articulações;
Mal-estar, náusea e vômito;
Diarreia e manchas vermelhas na pele.

Com o verão e a intensificação das chuvas, a tendência é que os casos de dengue continuem aumentando no estado. A prevenção e a conscientização seguem sendo as melhores formas de combate à doença.

 

Fonte: FIOCRUZ / G1

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