Na manhã desta quarta-feira (9), Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi detido em Florianópolis, capital de Santa Catarina, como parte das investigações relacionadas ao suposto uso da máquina pública para interferir no resultado das eleições de 2022. A ação ocorre após indícios de operações de bloqueio em estradas durante o segundo turno das eleições, em outubro de 2022, quando Vasques liderava a PRF sob a presidência de Jair Bolsonaro.
De acordo com a Polícia Federal (PF), as operações de bloqueio teriam sido planejadas já no início de outubro de 2022, com foco na região Nordeste. A suspeita é que essas operações tenham sido direcionadas para atrasar a chegada de ônibus que transportavam majoritariamente eleitores do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às seções eleitorais.
A Operação Constituição Cidadã, realizada pela PF, abrange um total de 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados estão sendo cumpridos em diversos estados, incluindo Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Norte. A operação conta com o apoio da Corregedoria Geral da PRF, que também ordenou o depoimento de 47 policiais rodoviários federais.
Durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso, em junho, Silvinei Vasques negou qualquer tentativa de reter veículos com eleitores nas rodovias. Contudo, sua declaração gerou controvérsias e alguns parlamentares cogitaram a possibilidade de solicitar sua prisão. Recentemente, a CPMI ouviu o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, que também refutou a suposta tentativa do governo Bolsonaro de influenciar o resultado das eleições.
A prisão de Silvinei Vasques reforça a relevância das investigações sobre possíveis abusos de poder e interferências indevidas em processos eleitorais, destacando a importância de garantir a lisura e a imparcialidade das eleições como pilares fundamentais da democracia.
Com informações: Fernando Kopper
Fonte: Jovem Pan News






