As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram uma receita recorde de US$ 82,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, representando um crescimento de 4,5% em comparação com o mesmo período de 2022, quando as exportações geraram US$ 79,2 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (17).
O crescimento das exportações foi impulsionado principalmente pela alta de 8% no volume exportado, que compensou a queda de 3,2% nos preços no primeiro semestre de 2023.
Os analistas da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério atribuem o aumento de 9,4% em valor nas exportações de soja em grão como o principal responsável pela expansão dos embarques do setor entre janeiro e junho deste ano, gerando um incremento de US$ 2,8 bilhões em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 33,3 bilhões.
Além da soja, o faturamento obtido com as exportações de milho e açúcar também registrou alta significativa na comparação anual do primeiro semestre, com acréscimos de US$ 1,5 bilhão (89,2%), totalizando US$ 3,3 bilhões para o milho, e de US$ 1,2 bilhão (39,4%), totalizando US$ 5,2 bilhões para o açúcar.
No entanto, as exportações de carne bovina in natura e de café verde apresentaram queda no mesmo período. A carne bovina in natura recuou US$ 1,2 bilhão (-21,4%) para US$ 4,8 bilhões, e o café verde teve uma redução de US$ 1 bilhão (-24,2%), totalizando US$ 3,2 bilhões.
A nota do ministério explica que a queda nas exportações de carne bovina in natura está relacionada à suspensão ocorrida no início de 2023, além da diminuição nos preços médios de vendas (-25,3%). Já o volume menor de café exportado se deve à baixa disponibilidade interna, uma vez que a colheita ainda se encontra em fase inicial.
No mês de junho, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 15,5 bilhões, apresentando um ligeiro recuo de 0,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando os embarques geraram US$ 15,6 bilhões.
Mesmo com diversos recordes observados em produtos como soja em grãos, açúcar de cana em bruto, carnes bovina e de frango in natura e celulose, o cenário de queda no índice de preços das exportações (-12,9%) reduziu levemente o valor mensal relativo a junho de 2022, apesar da alta expressiva no índice de volume (+14,2%).
No último mês, o agronegócio brasileiro respondeu por quase 52% da balança comercial do país, uma vez que as exportações de produtos de outros setores registraram uma queda de 15,7%.
Com informações: Fernando Kopper
Fonte: O Sul






