Numa casa aparentemente abandonada na área rural de Cariacica, Grande Vitória, agentes do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc) do Espírito Santo depararam, em fevereiro deste ano, com 31 frascos de fentanil. O anestésico tem uso restrito a hospitais, mas nos Estados Unidos a substância, quando usada como entorpecente, tornou-se uma das maiores causadoras de mortes por overdose. No Brasil, a recente localização do medicamento no meio do tráfico gera alerta, inclusive no Rio Grande do Sul.
Cercado por matagal, o imóvel onde foram encontrados os frascos era usado, segundo a Polícia Civil capixaba, como laboratório clandestino de uma facção criminosa que atua em toda a Grande Vitória. No mesmo local, foram apreendidos 130 quilos de maconha e 2,5 mil pinos de cocaína. A suspeita é de que o fentanil seria misturado aos narcóticos.
Cercado por matagal, o imóvel onde foram encontrados os frascos era usado, segundo a Polícia Civil capixaba, como laboratório clandestino de uma facção criminosa que atua em toda a Grande Vitória. No mesmo local, foram apreendidos 130 quilos de maconha e 2,5 mil pinos de cocaína. A suspeita é de que o fentanil seria misturado aos narcóticos.
participação de policiais brasileiros. O intuito era justamente alertar as autoridades sobre o risco da disseminação dessa droga, considera epidêmica nos EUA. Diretor do Denarc do RS, o delegado Carlos Wendt, que participou do encontro, afirma que a polícia gaúcha está atenta a esse movimento.
— Eles já tinham essa percepção de que em breve essa droga, que se disseminou nos Estados Unidos, chegaria ao Brasil em maior escala. Se trata de uma droga, um opioide, muito forte. O que já se tinha eram relatos de pessoas da área da saúde que acabavam desviando e usando. Mas estamos monitorando a possível circulação nas ruas. Muitas vezes eles podem colocar em outras drogas ou até em substâncias que não são drogas — alerta o delegado.
Segundo o delegado Wendt, a troca de informações entre as polícias, inclusive a norte-americana, é uma das apostas para tentar conter a proliferação do uso da substância como entorpecente. Já a PF informou que “todas as substâncias classificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária como proibidas e controladas têm sua prevenção e repressão pela Polícia Federal através de investigações e ações de combate ao tráfico de drogas”.
Informações: GZH






