A Fifa pediu explicações à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por ter recorrido a um intermediário sem licença para a contratação do italiano Carlo Ancelotti como novo técnico da Seleção Brasileira, segundo uma carta vazada na imprensa. A CBF, por sua vez, afirmou à AFP na última quinta-feira à noite que “está avaliando a situação internamente”.
Ancelotti, de 65 anos, assumiu o cargo na última segunda-feira, depois de assinar um acordo com a CBF para comandar a Seleção Brasileira até a Copa do Mundo de 2026. Segundo uma carta da Fifa divulgada, datada do dia 28 de maio, a entidade máxima do futebol mundial pede à CBF informações sobre Diego Fernandes, “um intermediário sem licença”, que teria participado das negociações com o treinador italiano. A Fifa considera que isto pode configurar uma violação do Regulamento de Agentes de Futebol.
O documento pede que a CBF informe detalhes sobre o papel de Fernandes, cópias de pagamentos efetuados, qualquer comunicação relacionada à contratação e qualquer acordo firmado com o intermediário. Consultada pela AFP, a CBF afirmou que “os termos que envolveram a negociação para a contratação de Carlo Ancelotti e sua comissão técnica possuem cláusulas de confidencialidade e foram elaborados pela antiga gestão”, do ex-presidente Edinaldo Rodrigues, destituído por decisão da Justiça no dia 15 de maio.
“A atual gestão está avaliando a situação internamente, trabalho liderado por sua área de governança”, acrescentou a entidade. A assessoria de Fernandes afirmou, por sua vez, que o contrato “respeita rigorosamente todas as normativas da CBF e da Fifa”. O empresário brasileiro atuou como consultor devido ao curto prazo da negociação, incompatível com o processo de registro como agente Fifa.
Em nota, a assessoria explicou que Fernandes “só poderá receber qualquer montante referente à intermediação após sua inscrição como agente intermediário de futebol junto à CBF”. Segundo a imprensa, ele receberá uma comissão de 1,2 milhão de euros (R$ 7,7 milhões na cotação atual) pela negociação.
*Correio do Povo






