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Furacão Melissa deixa quase 50 mortos no Haiti e na Jamaica

Foto: Foto : RICARDO MAKYN / AFP
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Furacão Melissa, classificado como o pior do Atlântico em quase um século, deixou um rastro de destruição e dezenas de mortes enquanto avançava pelo Caribe. Nesta quinta-feira (30), o ciclone se deslocava em direção às Bermudas, onde as condições devem se deteriorar rapidamente com ventos máximos sustentados próximos a 165 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

A força e o poder destrutivo recorde do furacão foram intensificados devido às mudanças climáticas causadas pela atividade humana, conforme análise do Imperial College de Londres.

Balanço de vítimas e danos

O furacão provocou mortes e danos severos em diversos países, sobrecarregando as infraestruturas locais:

  • Haiti: Apesar de não ter sido atingido diretamente, o país sofreu com chuvas torrenciais. O balanço oficial mais recente confirmou a morte de pelo menos 30 pessoas, incluindo dez crianças, com outras 20 desaparecidas. A maioria das mortes (23) foi causada por enchentes repentinas no sudoeste.
  • Jamaica: A ministra da Informação, Dana Morris Dixon, confirmou que o número de mortos no país subiu para 19.
  • Cuba: A passagem devastadora de Melissa agravou a grave crise econômica que a ilha enfrenta há cinco anos. Em Santiago de Cuba, a segunda maior cidade, a tempestade causou o desabamento de partes de casas e a destruição de telhados, além de deixar a cidade sem energia elétrica devido à queda de linhas de transmissão. As autoridades cubanas deslocaram cerca de 735 mil pessoas nas províncias de Santiago de Cuba, Holguín e Guantánamo. O presidente Miguel Díaz-Canel, que viajou para Holguín, confirmou “danos extensos,” mas nenhuma vítima fatal.

O NHC informou que o risco de enchentes deve diminuir nas Bahamas, que suspenderam o alerta de furacão, mas o perigo de inundações persiste em Cuba, Jamaica, Haiti e República Dominicana.

Correio do Povo

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